18/08/2005
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09h31
PEDRO DIAS LEITE
da Folha de S.Paulo
Mais uma vez o Brasil sente no ar o cheirinho do café da americana Starbucks, a mais famosa cadeia de cafeterias do mundo.
Desta vez, a informação vem do secretário de produção e agroenergia do Ministério da Agricultura, Linneu da Costa Lima, que esteve na sede da Starbucks em Seattle, no Estado de Washington, e se reuniu com o presidente da rede, Martin Coles. "O presidente da Starbucks está seriamente interessado na expansão para o Brasil e disse que [a marca] tem a firme intenção de vir para cá", afirmou.
Segundo ele, o ministério também enviará à rede informações sobre o país e o sistema tributário nacional. "Eles [os executivos da rede] vão mandar um questionário, e nós enviaremos as respostas", contou. Lima ressaltou que não lhe foi dado um prazo para a chegada ao Brasil, mas disse que a vinda da Starbucks é certa.
Nos EUA, uma porta-voz da Starbucks, May Kulthol, não negou nem confirmou a informação de que a rede chegaria ao país ainda neste ano ou em 2006. "Estamos encorajados em relação às oportunidades para a Starbucks no Brasil. No entanto não temos nenhum anúncio para fazer sobre o mercado neste momento", afirmou ela à Folha.
A declaração, entretanto, representa uma mudança de posicionamento em relação às manifestações anteriores. Há cinco meses, questionada sobre planos de abrir lojas no Brasil, a rede de cafeterias, freqüente alvo do movimento antiglobalização, afirmou que o país não estava em seus planos no curto prazo.
Pelo menos no que se refere à sua marca, tudo está pronto para a chegada da empresa ao país. Segundo o Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), a rede já obteve no Brasil seis registros de marca e tem outros 53 pedidos já encaminhados. "Creio que eles querem vir para o Brasil, sim, mas a Starbucks protege suas marcas no mundo todo, independentemente de estar ou não presente no país", explicou a advogada Claudia Schulz, sócia do escritório que representa a rede no Brasil em temas ligados à marca.
Concorrência ansiosa
As empresas que já atuam no mercado brasileiro de cafés especiais dizem esperar que a Starbucks chegue o mais rapidamente possível. Na opinião delas, a marca, que deve começar com várias lojas, ajudará a criar o hábito de tomar cafés de qualidade.
"Que venham logo e com toda uma retaguarda de mídia que provoque o consumidor a conhecer cafés de melhor qualidade", diz Marco Suplicy, dono do Suplicy Cafés Especiais, que tem três unidades na capital paulista.
"Esse boato de que a Starbucks vem não é de hoje. Escutamos isso há pelo menos três anos. Mas estamos preparados para qualquer concorrente internacional", afirmou Gerson Cantarino, gerente de operações da franquia Fran's Café, que tem hoje 92 unidades.
Para Alexandre Adoglio, diretor-geral da Cafeera, com quatro lojas, a entrada da rede é "fato consumado". "Isso é certo. No máximo no ano que vem isso ocorrerá. Sabemos que eles já mandaram várias pessoas para cá." Lilian Miranda, gerente de marketing da Sara Lee, multinacional que detém a marca Café do Ponto, que tem 63 lojas, diz que, quanto mais opções houver, mais rapidamente "o consumidor brasileiro vai enxergar o prazer de tomar um bom café fora de casa".
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BRUNO LIMAPEDRO DIAS LEITE
da Folha de S.Paulo
Mais uma vez o Brasil sente no ar o cheirinho do café da americana Starbucks, a mais famosa cadeia de cafeterias do mundo.
Desta vez, a informação vem do secretário de produção e agroenergia do Ministério da Agricultura, Linneu da Costa Lima, que esteve na sede da Starbucks em Seattle, no Estado de Washington, e se reuniu com o presidente da rede, Martin Coles. "O presidente da Starbucks está seriamente interessado na expansão para o Brasil e disse que [a marca] tem a firme intenção de vir para cá", afirmou.
Segundo ele, o ministério também enviará à rede informações sobre o país e o sistema tributário nacional. "Eles [os executivos da rede] vão mandar um questionário, e nós enviaremos as respostas", contou. Lima ressaltou que não lhe foi dado um prazo para a chegada ao Brasil, mas disse que a vinda da Starbucks é certa.
Nos EUA, uma porta-voz da Starbucks, May Kulthol, não negou nem confirmou a informação de que a rede chegaria ao país ainda neste ano ou em 2006. "Estamos encorajados em relação às oportunidades para a Starbucks no Brasil. No entanto não temos nenhum anúncio para fazer sobre o mercado neste momento", afirmou ela à Folha.
A declaração, entretanto, representa uma mudança de posicionamento em relação às manifestações anteriores. Há cinco meses, questionada sobre planos de abrir lojas no Brasil, a rede de cafeterias, freqüente alvo do movimento antiglobalização, afirmou que o país não estava em seus planos no curto prazo.
Pelo menos no que se refere à sua marca, tudo está pronto para a chegada da empresa ao país. Segundo o Inpi (Instituto Nacional de Propriedade Industrial), a rede já obteve no Brasil seis registros de marca e tem outros 53 pedidos já encaminhados. "Creio que eles querem vir para o Brasil, sim, mas a Starbucks protege suas marcas no mundo todo, independentemente de estar ou não presente no país", explicou a advogada Claudia Schulz, sócia do escritório que representa a rede no Brasil em temas ligados à marca.
Concorrência ansiosa
As empresas que já atuam no mercado brasileiro de cafés especiais dizem esperar que a Starbucks chegue o mais rapidamente possível. Na opinião delas, a marca, que deve começar com várias lojas, ajudará a criar o hábito de tomar cafés de qualidade.
"Que venham logo e com toda uma retaguarda de mídia que provoque o consumidor a conhecer cafés de melhor qualidade", diz Marco Suplicy, dono do Suplicy Cafés Especiais, que tem três unidades na capital paulista.
"Esse boato de que a Starbucks vem não é de hoje. Escutamos isso há pelo menos três anos. Mas estamos preparados para qualquer concorrente internacional", afirmou Gerson Cantarino, gerente de operações da franquia Fran's Café, que tem hoje 92 unidades.
Para Alexandre Adoglio, diretor-geral da Cafeera, com quatro lojas, a entrada da rede é "fato consumado". "Isso é certo. No máximo no ano que vem isso ocorrerá. Sabemos que eles já mandaram várias pessoas para cá." Lilian Miranda, gerente de marketing da Sara Lee, multinacional que detém a marca Café do Ponto, que tem 63 lojas, diz que, quanto mais opções houver, mais rapidamente "o consumidor brasileiro vai enxergar o prazer de tomar um bom café fora de casa".
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