Bancos precisam de mais controle, escreve imprensa européia
da Deutsche Welle, na Alemanha
Diante dos prejuízos bilionários causados por um único corretor de ações ao segundo maior banco da França, os articulistas europeus chamam atenção à fragilidade do sistema de controle de um setor já desacreditado.
"Se todas as questões ainda não esclarecidas não tiverem uma resposta rápida, a catástrofe do Société Générale prejudicará a credibilidade de todo o sistema bancário. [...] A possível sanção neste caso será a perda de sua independência. O banco está desestabilizado no mercado, suas ações perderam 40% do valor de seis meses para cá. Numa paisagem bancária abalada pela crise hipotecária norte-americana e prestes a ser reorganizada, o Société Générale se tornou uma presa. Se seu concorrente de longos anos, o BNP Paribas, não o atacar, um outro grande banco europeu poderia fazê-lo, por exemplo o Unicredit italiano", avalia o "Les Echos", de Paris.
Outro diário parisiense, o "Le Figaro", manifesta opinião semelhante, abordando ainda a questão da ineficiência do sistema de controle: "No fundo, o diretor do Société Générale sabe muito bem que isso que nos é apresentado como fraude na realidade revela um sistema de controle perigosamente frágil. [...] Já hoje está claro que o banco não sairá ileso desta crise. Além disso, este caso incrível o qual esperamos que seja um caso único fora do comum prejudica ainda mais um setor que já se encontra na berlinda dos críticos".

