Deutsche Welle
03/07/2009 - 17h23

Bob Wilson destila o pop dos sonetos de Shakespeare

da Deutsche Welle, na Alemanha

Traduzidos na linguagem altamente visual de Robert Wilson, os sonetos de Shakespeare se tornam uma fonte de dramas poéticos e prosaicos. Musicados por Rufus Wainwright, os poemas adquirem algo de pop.

Reprodução
Bob Wilson durante sabatina da Folha, em 2008; dramaturgo está em cartaz na Alemanha com "Shakespeares Sonette"
Bob Wilson durante sabatina da Folha, em novembro; dramaturgo está em cartaz na Alemanha com "Shakespeares Sonette"

Encenar Shakespeare, não o dramático e sim o lírico: esse foi o intento do diretor norte-americano Bob Wilson em Shakespeares Sonette (Sonetos de Shakespeare), espetáculo em cartaz no Berliner Ensemble. E para tal, Wilson se associou ao compositor e músico americano-canadense Rufus Wainwright.

O resultado é uma noite de variedades, com referência a todos os gêneros de entretenimento, desde a commedia dell'arte até sketches televisivos, passando pelo cabaré.

Se na era elizabetana os papéis femininos eram desempenhados por homens, Bob Wilson faz o mesmo, acrescentando a essa prática seu reverso: as atrizes fazem papéis masculinos.

Essa inversão a rainha Elizabeth 1ª, em seu trono, declamando um soneto com voz grave e o próprio Shakespeare, como jovem e ancião, em vozes femininas intensifica ainda mais o tom farsesco do espetáculo. Tanto que nem o número esporádico do ator travesti Georgette Dee, de microfone na mão, chega a destoar muito do entorno shakespeariano.

Continua...

 

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