Opinião: Festas dos 60 anos da República Popular da China ecoam no vazio
da Deutsche Welle, na Alemanha
Neste 1º de outubro, a República Popular da China faz 60 anos, e tem realmente o que comemorar. As festividades em Pequim, no entanto, evitam um olhar crítico sobre o próprio passado, opina Matthias von Hein.
O escritor britânico George Orwell cunhou certa vez a frase: "Quem controla o presente, controla também o passado. E quem controla o passado, controla o futuro". Na China, o Partido Comunista controla o presente.
E, assim, o partido também é subjugado pelo passado. Isso pode ser percebido, por exemplo, na figura de Mao Tsé-tung. Por todo o país, estão sendo restauradas suas estátuas. Nos cinemas, ele é festejado como herói e salvador do país.
O olhar embelezador sobre o passado omite as catastróficas campanhas em massa: a Revolução Cultural, por exemplo, ou também o "Grande Salto para a Frente". Nesta, que foi uma das maiores misérias da história desencadeadas pelo homem, há quase 50 anos, estima-se que morreram 30 milhões de pessoas. Não há debates públicos a respeito disso. E mesmo os historiadores têm dificuldades em pesquisar e publicar a este respeito.
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