Especialistas analisam feminismo alemão 20 anos após queda do Muro
da Deutsche Welle, na Alemanha
Oficialmente, as mulheres da antiga República Democrática Alemã (RDA) gozavam de igualdade de direitos. Aparentemente, podiam exercer qualquer profissão, na fábrica, na agricultura como engenheira, médica ou tratorista a vida profissional era algo indiscutível, mesmo para as que tinham filhos.
O Estado lhes permitia combinar família e trabalho. As crianças frequentavam escola de tempo integral e, para os mais novos, havia jardins-de-infância e creches.
Na década de 80, já antes da queda do Muro, a imagem da camarada emancipada começou a apresentar falhas, como constatou a socióloga Hildegard Maria Nickel em seus estudos. As mulheres estavam cada vez mais descontentes, porque, depois do trabalho, ainda tinham que dar conta de todas as tarefas domésticas.
Além disso, em geral, funções políticas e cargos governamentais continuavam fora de seu alcance.
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