Opinião: Nova coalizão alemã apresenta promessas vagas e retórica vazia
da Deutsche Welle, na Alemanha
Um contrato de 124 páginas define a coalizão entre CSU/CSU e FDP, partidos que assumirão o governo alemão. Reduções fiscais bilionárias estão previstas, só não se sabe de onde virão os recursos, opina Bettina Marx.
"Queremos tirar o país da crise, conduzindo-o a uma nova era na década que se inicia", consta do preâmbulo do contrato de coalizão apresentado à opinião pública pela chanceler federal Angela Merkel, o presidente da União Social Cristã (CSU), Horst Seehofer, e o presidente do Partido Liberal Demorático (FDP), Guido Westerwelle.
A forma como isso irá funcionar, no entanto, continua imprecisa e calcada principalmente no princípio da esperança. Na esperança de que a conjuntura se reaqueça e de que a economia se recupere rapidamente, de que surjam novos empregos e de que a montanha de dívidas possa ser reduzida. No entanto, essas são ilusões,mais do que esperanças.
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