Deutsche Welle
09/11/2009 - 07h30

Superprodução recria Muro de Berlim em detalhes; veja vídeo

da Deutsche Welle

Como era o Muro de Berlim de verdade? A animação produzida pela Deutsche Welle responde a essa pergunta com riqueza de detalhes. Uma câmera subjetiva viaja pela fronteira de Berlim, partindo da rua Bernauer Strasse --onde fica hoje o Memorial do Muro de Berlim-- e passando pelas cercas que dividiam as antigas Alemanha Ocidental e Oriental.

Veja vídeo

O que pode ser visto hoje no local são apenas ruínas do Muro e da faixa chamada "terra de ninguém" (o terreno vigiado entre os dois Estados alemães na época da divisão). São fragmentos que não traduzem todo o sofrimento e o medo pelo qual passaram várias gerações. A animação desenvolvida pela Deutsche Welle revisita esse capítulo da história com precisão.

Historiadores e produtores de televisão trabalharam em conjunto para reconstruir a fronteira como era no começo dos anos 1980. Na viagem virtual, é possível ver esta faixa de terra por ângulos até então desconhecidos.

Experiência virtual

"Nós queremos que as pessoas vejam como sofremos em Berlim, e também na fronteira entre a República Democrática da Alemanha e a República Federal da Alemanha", disse Erik Bettermann, diretor geral da Deutsche Welle. Christoph Lanz, diretor da DW-TV, ressalta que o formato do vídeo, em alta definição, é particularmente interessante para as gerações mais novas --para quem a Alemanha dividida é apenas uma história distante.

Para recriar a fronteira em seus detalhes, os designers compuseram mais de 130 mil gráficos baseados nos modelos históricos. Os computadores levaram mais de 100 mil horas para processar os dados em alta definição. Cada objeto do vídeo foi elaborado a partir de polígonos --mais de 500 mil foram usados para recriar virtualmente a Igreja da Reconciliação em Berlim, por exemplo.

Graças a esse árduo trabalho de animação, é possível viver a experiência virtual de passar pela fronteira, disse Axel Klausmeier, diretor da Fundação Muro de Berlim. Cerca de 300 mil turistas que visitam o memorial na rua Bernauer Strasse por ano e, agora, eles poderão ver a história sob um outro ponto de vista.

Comentários dos leitores
Chris Maria (231) 11/11/2009 17h30
Chris Maria (231) 11/11/2009 17h30
"Os 192 Estados-membros da Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) consagraram nesta quarta-feira o dia 18 de julho como Dia Internacional Nelson Mandela"
► Uma pessoa extraordinária. Parabéns!
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Elton Santos (9) 10/11/2009 17h03
Elton Santos (9) 10/11/2009 17h03
O Muro de Berlim foi brincadeira de criança comparado a outro muro que não separa mais o primeiro do segundo mundo pois este já não existe mais e sim o que separa o primeiro do terceiro. O Muro da fronteira do Estados Unidos com o México representa justamente isso: As classes abastadas devem estar seguras das que servem apenas como consumidoras nessa nova desordem mundial baseada no capital. Nessa fronteira se mata muito mais, as diferenças são muito maiores mas isso não importa não é mesmo? A democracia é um patrimônio que a humanidade não pode abrir mão nunca mais, mas não podemos também justificar com ela o extermínio através da fome e miséria que o mundo presencia causado pelo neo-liberalismo. 9 opiniões
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Juca Bala (84) 10/11/2009 11h33
Juca Bala (84) 10/11/2009 11h33
Foi bonita a festa de comemoração da queda do muro de Berlim e do fim do símbolo de um regime desumano e retrógrado. Será que o Chico vai cantar "Foi bonita a festa pá" rsrsrs. "A queda do muro --escreveu João Paulo 2°-- como a queda de perigosos simulacros e de uma ideologia opressiva, demonstraram que as liberdades fundamentais, que dão significado à vida humana, não podem ser reprimidas nem sufocadas por muito tempo".(Ou viva o neo-liberalismo) Santas palavras... ainda não aprendidas pelos muitos cabeças de bagre por aqui. 5 opiniões
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