Punição
Os professores brasileiros querem punições mais duras aos alunos, na busca por disciplina, aponta um pesquisa nacional feita pela Organização dos Estados Ibero-americanos e pela Fundação SM. Chegam, inclusive, a defender a expulsão de estudantes.
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Agora o mais engraçado de tudo, também sou professor da rede pública, e vejo que meus colegas, tanto pedem aumento salarial, reajuste de planos de carreira, mas o mais incrível e repito, engraçado, é ver que por mais que se reclame, por mais que façam parte de um discurso que denigre a escola pública, não vejo colegas que queiram sair do ensino público. Isso em outras palvras apenas reflete uma coisa: TODOS criticam, mas NINGUÉM quer largar o osso. ENGRAÇADO NÃO?!?! O que é pior é ouvir da colega que se expôs alguns comentários atrás, que escola não é para todos, e que seria necessário o Estado considerar outro local para aqueles que não queiram estudar, VAMOS FORMAR OUTRAS FEBEMS??? Acho que ela não notou que ao comentar isso, ela mesma assina um atestado de incompetência, de falta de conhecimento de pedagogia e etc. LAMENTÁVEL QUE EXISTAM PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO QUE ACHAM BONITINHO DEFENDER EXPULSÕES E OUTROS MÉTODOS ARCAÍCOS...POR FAVOR, RECICLEM-SE e dêem lugar para ourtros que queiram ajudar de alguma forma
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Primeiramente, não vivo no "país da Alice", não estou aqui para criticar colegas de profissão, nem dar razão aos protagonistas da violência escolar, muito menos fazer das minhas palavras uma verdade absoluta. Respeito os comentários abaixo, no entanto, senti a imensa necessidade de expor a minha visão contrária a tudo isso e apresentar o que acredito e vivencio. Não defendo de forma alguma qualquer tipo de punição. Não faço parte dessa estatística absurda. Sabe-se que existem outros meios tanto de prevenir quanto remediar esse tipo de situação e, enquanto educadora da maior rede pública estadual do país (São Paulo), fico imensamente chocada quando leio palavras de colegas educadores tão agressivas quanto os atos de seus próprios alunos. Isso tudo é reflexo do que vivemos, uma violência generalizada que talvez possa não resultar em ações físicas, mas em palavras como as que acabei de ler. Expulsar, suspender, punir, TODOS sabemos e não queremos enxergar que se trata de uma medida paliativa e não efetiva. O tal "projeto de marginal", como um colega mesmo citou, pode deixá-lo em paz na sua escola e não incomodar mais a sua aula, no entanto, um dia ele cobrará de você tal atitude, no meio da rua. Ou seja, o problema não estará resolvido, só estará em outra esfera e talvez muito mais grave.
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Na minha escola, localizada na periferia de SP e que atende mais de 1.200 alunos entre Ciclo I, Ciclo II e Ensino Médio, iniciamos esse ano o Projeto de Justiça Restaurativa, e apesar de ainda estar começando e ainda nos depararmos com situações de violência semanalmente, está acontecendo uma mudança importante. Lenta, mas fundamental. Uma transformação da visão não somente dos educadores, como dos gestores, dos alunos e comunidade diante do que é justiça, o que é punição, o que é o diálogo e a restauração de conflitos e relações. Já participei de um círculo restaurativo em que um aluno agrediu fisicamente uma professora. Por trás de todo o comportamento agressivo, descobriu-se uma série de agravantes que talvez não justificariam tal ato, mas nos fizeram compreender que o aluno não era o único culpado pela violência. Por meio de um trabalho sério e apoio de vários especialistas, a relação entre professor e aluno foi reestabelecida, houve sim uma reflexão sobre o ato e o aluno, acredite, saiu chorando do círculo, pois percebeu o que tinha feito. E não era criancinha pequena como muitos devem pensar. Hoje, após um tempo, sabe-se que sua atitude é outra. Eu vi, participei e estou sendo capacitada para atuar enquanto liderança do projeto em minha escola. Posso falar com propriedade do que presenciei.
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Com isso, só quero tentar trazer um novo olhar para a situação que é GRAVE sim. Todavia, não há um só culpado. Somos todos responsáveis SIM pelo que temos hoje. Quantos educadores, são pais e muitas vezes se perguntam o que fazer com seus próprios filhos. Eu presencio isso, mesmo tendo 25 anos e não ser mãe e ainda ser filha. Não podemos esquecer que o modelo de sociedade atual é diferente de anos atrás, bem como o acesso à informação, seja ela "construtiva" ou "destrutiva", pois sabemos da grande diferença, além de que o modelo de família atual também não é mais o mesmo. E quando falo de familia digo da ausência de tempo de qualidade diante dos filhos, que resulta em crianças e adolescentes como os que temos hoje frequentando a escola. Hoje, a escola não sabe mais qual a sua função social, pois acabou assumindo todos os papéis possíveis e frente a essa nova atribuição, está se perdendo, pois não foi preparada e pensada para isso. Tal mudança, reflete nos professores, nas inúmeras situações cotidianas de violência dento de uma unidade escolar. O que não podemos esquecer é que, além do nosso repetitivo discurso de rever carreira e salário, afinal TODO mundo concorda com isso e só não mudam porque não querem mesmo, é fazer a própria sociedade enxergar o papel dela diante de uma escola pública.
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Acho que esses jovens estão cada vez mais "espertos", na mesma proporção que se tornam irresponsáveis. Não adianta ficar protegendo, chamando de crianças, porque na hora de levar vantagem, são bem adultos.
Onde esse mundo vai chegar desse jeito?
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Enquanto não houver justiça para os pobres não haverá paz para os ricos!!
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A escola na minha visão é uma instituição para passar conhecimento, e práticas de sociabilidade, a educção básica deve sempre vir dos pais, não adianta dizer que não teve condições de estudar, pois fui criado pelos meus pais que não tiveram amis que a 4ª série, e nem por esse motivo deixei de ter respeito pelos professores. Vamos dar um basta neste negócio de pobrezinha das nossas crianças, pois algumas que são a minoria tem realmente problemas, mas a grande maioria só vai para a escola para bagunçar e pegar os leites e merendas dados como gratificação para quem comparece.
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O fruto da falência deste sistemas, são os alunos indisciplinados que foram educados pelos pais, que por sua vez receberam a educação do sistema falido há muito.
Se houvesso um pouco menos de corrupção, seria viável implantar um modelo educacional como da Coreia do Sul ou do Chile, por exemplo.
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