Educação

Punição

Os professores brasileiros querem punições mais duras aos alunos, na busca por disciplina, aponta um pesquisa nacional feita pela Organização dos Estados Ibero-americanos e pela Fundação SM. Chegam, inclusive, a defender a expulsão de estudantes.


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Comentários dos leitores
Elza tito Mota Cancino (1) 24/10/2008 11h06
Elza tito Mota Cancino (1) 24/10/2008 11h06
Caro amigo Luciano AB - (6) concordo cem por cento da exposição sintética e direta do seu comentário sobre alunos e pais. sou professora na rede à trinta anos, e fico assustada com essa situação, pois acontece constamente em minha escola. Estamos sem porteção nenhuma nem da Direção da Escola e nem da Secretária da Educação. Os alunos e pais sempre terão razão. O descaso com os professores são graves, que minha escola localiza-se em grau de violência estrema, próxima a recente situação da tragédia de Santo André. E nós perdemos desde o início do ano o ( ALE) dá para acreditar? Mas somos professores com determinação e queremos melhoras e respeito. Parabéns caro amigo. 2 opiniões
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Felippe Giordano (1) 29/09/2008 17h27
Felippe Giordano (1) 29/09/2008 17h27
Parabenizo a colega Vanessa, é inadimissível que professores ainda desejem que a escola seja igual a de 30 anos atrás. Os tempos mudam e acima de tudo, a sociedade muda, veja bem que não estou discutindo se essa mudança é boa ou não.
Agora o mais engraçado de tudo, também sou professor da rede pública, e vejo que meus colegas, tanto pedem aumento salarial, reajuste de planos de carreira, mas o mais incrível e repito, engraçado, é ver que por mais que se reclame, por mais que façam parte de um discurso que denigre a escola pública, não vejo colegas que queiram sair do ensino público. Isso em outras palvras apenas reflete uma coisa: TODOS criticam, mas NINGUÉM quer largar o osso. ENGRAÇADO NÃO?!?! O que é pior é ouvir da colega que se expôs alguns comentários atrás, que escola não é para todos, e que seria necessário o Estado considerar outro local para aqueles que não queiram estudar, VAMOS FORMAR OUTRAS FEBEMS??? Acho que ela não notou que ao comentar isso, ela mesma assina um atestado de incompetência, de falta de conhecimento de pedagogia e etc. LAMENTÁVEL QUE EXISTAM PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO QUE ACHAM BONITINHO DEFENDER EXPULSÕES E OUTROS MÉTODOS ARCAÍCOS...POR FAVOR, RECICLEM-SE e dêem lugar para ourtros que queiram ajudar de alguma forma
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Vanessa Aguilera (7) 28/09/2008 17h07
Vanessa Aguilera (7) 28/09/2008 17h07
(Início)
Primeiramente, não vivo no "país da Alice", não estou aqui para criticar colegas de profissão, nem dar razão aos protagonistas da violência escolar, muito menos fazer das minhas palavras uma verdade absoluta. Respeito os comentários abaixo, no entanto, senti a imensa necessidade de expor a minha visão contrária a tudo isso e apresentar o que acredito e vivencio. Não defendo de forma alguma qualquer tipo de punição. Não faço parte dessa estatística absurda. Sabe-se que existem outros meios tanto de prevenir quanto remediar esse tipo de situação e, enquanto educadora da maior rede pública estadual do país (São Paulo), fico imensamente chocada quando leio palavras de colegas educadores tão agressivas quanto os atos de seus próprios alunos. Isso tudo é reflexo do que vivemos, uma violência generalizada que talvez possa não resultar em ações físicas, mas em palavras como as que acabei de ler. Expulsar, suspender, punir, TODOS sabemos e não queremos enxergar que se trata de uma medida paliativa e não efetiva. O tal "projeto de marginal", como um colega mesmo citou, pode deixá-lo em paz na sua escola e não incomodar mais a sua aula, no entanto, um dia ele cobrará de você tal atitude, no meio da rua. Ou seja, o problema não estará resolvido, só estará em outra esfera e talvez muito mais grave.
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Vanessa Aguilera (7) 28/09/2008 17h06
Vanessa Aguilera (7) 28/09/2008 17h06
(continuação)
Na minha escola, localizada na periferia de SP e que atende mais de 1.200 alunos entre Ciclo I, Ciclo II e Ensino Médio, iniciamos esse ano o Projeto de Justiça Restaurativa, e apesar de ainda estar começando e ainda nos depararmos com situações de violência semanalmente, está acontecendo uma mudança importante. Lenta, mas fundamental. Uma transformação da visão não somente dos educadores, como dos gestores, dos alunos e comunidade diante do que é justiça, o que é punição, o que é o diálogo e a restauração de conflitos e relações. Já participei de um círculo restaurativo em que um aluno agrediu fisicamente uma professora. Por trás de todo o comportamento agressivo, descobriu-se uma série de agravantes que talvez não justificariam tal ato, mas nos fizeram compreender que o aluno não era o único culpado pela violência. Por meio de um trabalho sério e apoio de vários especialistas, a relação entre professor e aluno foi reestabelecida, houve sim uma reflexão sobre o ato e o aluno, acredite, saiu chorando do círculo, pois percebeu o que tinha feito. E não era criancinha pequena como muitos devem pensar. Hoje, após um tempo, sabe-se que sua atitude é outra. Eu vi, participei e estou sendo capacitada para atuar enquanto liderança do projeto em minha escola. Posso falar com propriedade do que presenciei.
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Vanessa Aguilera (7) 28/09/2008 17h05
Vanessa Aguilera (7) 28/09/2008 17h05
(Continuação)
Com isso, só quero tentar trazer um novo olhar para a situação que é GRAVE sim. Todavia, não há um só culpado. Somos todos responsáveis SIM pelo que temos hoje. Quantos educadores, são pais e muitas vezes se perguntam o que fazer com seus próprios filhos. Eu presencio isso, mesmo tendo 25 anos e não ser mãe e ainda ser filha. Não podemos esquecer que o modelo de sociedade atual é diferente de anos atrás, bem como o acesso à informação, seja ela "construtiva" ou "destrutiva", pois sabemos da grande diferença, além de que o modelo de família atual também não é mais o mesmo. E quando falo de familia digo da ausência de tempo de qualidade diante dos filhos, que resulta em crianças e adolescentes como os que temos hoje frequentando a escola. Hoje, a escola não sabe mais qual a sua função social, pois acabou assumindo todos os papéis possíveis e frente a essa nova atribuição, está se perdendo, pois não foi preparada e pensada para isso. Tal mudança, reflete nos professores, nas inúmeras situações cotidianas de violência dento de uma unidade escolar. O que não podemos esquecer é que, além do nosso repetitivo discurso de rever carreira e salário, afinal TODO mundo concorda com isso e só não mudam porque não querem mesmo, é fazer a própria sociedade enxergar o papel dela diante de uma escola pública.
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paulo queiroz (1) 28/09/2008 15h31
paulo queiroz (1) 28/09/2008 15h31
sim, nós professores,queremos uma mudança radical na educação.Chega, de enrolação. 2 opiniões
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Vanessa Aguilera (7) 28/09/2008 13h10
Vanessa Aguilera (7) 28/09/2008 13h10
Se ela é pública, precisa da participação e envolvimento de TODOS, sem isso, não adianta, passaremos mais 25 anos reclamando das mesmas coisas. Precisa-se mudar a postura dos gestores escolares que acreditam que a escola ainda é uma ilha e independente do que está ao redor. Cabe a sociedade ter consciência também que a escola não é um espaço de depósito de crianças e que ela, sozinha, não dará conta de seu filho. E por fim, as políticas públicas em torno da educação deveriam ser reestruturadas de acordo com esse novo modelo de escola que temos, criando meios de garantir a função dos conselhos escolares, formação continuada do professor, e principalmente aliar EDUCAÇÃO e SAÚDE, trazendo para dentro da escola especialistas que possam somar ao trabalho do professor. Uma equipe multidisciplinar é possível SIM e tenho absoluta certeza de que poderíamos dar atenção aos diversos casos que surgem dia-a-dia e que resultam na indisciplina e violência. Enquanto tivermos políticas única e exclusivamente assistencialistas, não teremos mudanças. Nós, PROFESSORES, temos muita força SIM , mas só sabemos usar dessa força e união para o que nos interessa. Só conseguimos nos unir em praça pública para cobrar aumento de salário. Somos culpados enquanto educadores coniventes com tais posturas, somos culpados por reproduzir discursos prontos e vazios, somos culpados por nos escondermos atrás de sindicatos fajutos, somos culpados enquanto CIDADÃOS que só conseguem enxergar quando o seu próprio calo 37 opiniões
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Cida Oliveira (1) 26/09/2008 22h44
Cida Oliveira (1) 26/09/2008 22h44
A Escola não é infelizmente para todos, existem outras habilidades que são adquiridas fora do banco da escola e muito importantes; o aluno indisciplinado é na maioria das vezes aquele que não gosta de estudar e é obrigado a freqüentar a escola; sou coordenadora de uma E.E e sinto na pele tudo oq se escreve sobre o assunto; daqui a alguns anos não terão mais professores, os antigos estão cansados não aceitam essa falta de respeito, de moralidade, os professores recém formados estão tratando de fazer outra faculdade pois não vão continuar neste INFERNO que é lecionar para essas crianças desinteressadas, que não trazem de casa valores importantes para ter continuidade a educação na escola, o ESTADO tinha que ter um local para desenvolver outras habilidades em crianças que não querem estudar. SOCORRO! os professores estão pedindo, eles estão doentes, desiquilibrados, com problemas diversos de saúde do corpo e da mente eu vejo todos os dias professor com vontade de enforcar aluno e aluno com vontade de matar o professor 13 opiniões
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Exerço a profissão no magistério de professor há 30 anos. Nunca como agora, tivemos alunos tão irresponsáveis, violentos e desinteressados. Apelo aos Senadores Cristóvão Buarque, Paim e Ideli Salvatti, por exemplo, que revejam a situação dos professores neste país em sala de aula. Manter um professor ou professora por mais mais de 25 anos lecionando os três turnos, é uma escravidão. Não temos horas extras, insalubridade, trabalhamos nos três turnos, finais de semanas etc. Aposenta-nos pelo menos aos 30 anos. Estamos estressados e doentes, nunca uma categoria recebe tanta discriminação e violência física, verbal diária e psicológica, como a classe dos professores no Brasil. 13 opiniões
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Robson Magalhães (2) 25/09/2008 22h34
Robson Magalhães (2) 25/09/2008 22h34
A sra. Hebe chama esses alunos violentos de crianças? Deus a proteja para que uma "criança" dessas não apareça no semáforo com uma arma na mão para assaltá-la. Nessas horas viram monstros sem sentimento algum.
Acho que esses jovens estão cada vez mais "espertos", na mesma proporção que se tornam irresponsáveis. Não adianta ficar protegendo, chamando de crianças, porque na hora de levar vantagem, são bem adultos.
Onde esse mundo vai chegar desse jeito?
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Miriã Moreira (1) 25/09/2008 22h25
Miriã Moreira (1) 25/09/2008 22h25
A indisciplina é o reflexo que a proposta pedagógica não está atendendo determinados alunos... A escola precisa ser acolhedora .. O segredo está na conquista e na afetividade .... 12 opiniões
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Luzenira donizetti (1) 25/09/2008 19h39
Luzenira donizetti (1) 25/09/2008 19h39
Até que enfim, uma reportagem com a verdade sobre a educação brasileira.Parabéns!!!! 6 opiniões
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Luiz Carlos Duarte Salgado (2) 25/09/2008 16h06
Luiz Carlos Duarte Salgado (2) 25/09/2008 16h06
A maior violência que existe atualmente é a violência do estado contra o cidadão. Escolas que parecem verdadeiras prisões, mal-cheirosas, imundas, feias. A merenda servida é de péssima qualidade e os alunos comem muitas vezes em pé e na chuva às vezes. A maior violência é ter 50 ou mais alunos numa sala de aula!! A maior violência ainda é o salário que o PSDB (Pior Salário Do Brasil ) paga aos seus professores. Os lugares para os alunos sentarem são horríveis, material didático de péssima qualidade, não existem bibliotecas, computadores é tudo balela da propaganda eleitoreira!!
Enquanto não houver justiça para os pobres não haverá paz para os ricos!!
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Elizabeth Zunta (1) 25/09/2008 13h51
Elizabeth Zunta (1) 25/09/2008 13h51
Penso que puni-los com expulsão não ajudaria , mais sim voltar ao metodo antigo de responsabilidade ,para passar terá que ter notas , com isso se cria pessoas responsaveis, e saberão quais os direitos .E se mesmo assim estiver indiciplinado ainda podera colocar ele com algum professor especifico e não ficar na aula ,assim não atrapalharia os alunos que gostam de estudar e da proxima vez pensaria antes de perder a materia . 11 opiniões
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luiz machado (1) 25/09/2008 13h21
luiz machado (1) 25/09/2008 13h21
Os alunos devem sim pagar pelos atos, pois senão aprenderem desde cedo que existe punição para quem não se comporta corretamente, como ajirão quando forem adultos, ficarão como os pais que acham que os filhos devem ser educados somente pela escola, e não assumem nenhuma responsabilidade, pela educação dos filhos.
A escola na minha visão é uma instituição para passar conhecimento, e práticas de sociabilidade, a educção básica deve sempre vir dos pais, não adianta dizer que não teve condições de estudar, pois fui criado pelos meus pais que não tiveram amis que a 4ª série, e nem por esse motivo deixei de ter respeito pelos professores. Vamos dar um basta neste negócio de pobrezinha das nossas crianças, pois algumas que são a minoria tem realmente problemas, mas a grande maioria só vai para a escola para bagunçar e pegar os leites e merendas dados como gratificação para quem comparece.
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Andre Fadel (1) 25/09/2008 12h10
Andre Fadel (1) 25/09/2008 12h10
A punição aos alunos deve atingir necessariamente os pais, e não acredito que a expulsão seja uma medida tão drástica, considerando a gravidade dos atos cometidos pelos alunos que chegam muitas vezes a cometer crimes. Sabe-se que a criança é reflexo da educação que recebe em sua casa, e impunibilidade dos responsáveis tutelares agrava essa situação lamentável. 14 opiniões
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Joao Paulo Michelazzo (16) 25/09/2008 11h44
Joao Paulo Michelazzo (16) 25/09/2008 11h44
O sistema educacional brasileiro já está falido há muito tempo.
O fruto da falência deste sistemas, são os alunos indisciplinados que foram educados pelos pais, que por sua vez receberam a educação do sistema falido há muito.
Se houvesso um pouco menos de corrupção, seria viável implantar um modelo educacional como da Coreia do Sul ou do Chile, por exemplo.
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Eder Umbelino (21) 25/09/2008 11h25
Eder Umbelino (21) 25/09/2008 11h25
Pra começar a maioridade tinha que ser de 16 anos!!! 6 opiniões
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Arlindo Vicente Jr. (1) 25/09/2008 11h18
Arlindo Vicente Jr. (1) 25/09/2008 11h18
As Escolas Públicas, principalmente as Municipais/ Estaduais são uma VERGONHA. Primeiro foram todas vilipendiadas pela TAL EDUCAÇÃO CONTINUADA, pelo TAL PROGRAMA TODA CRIANÇA NA ESCOLA e com a ajuda do ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente.Transferiram a responsabilidade social dos Pais (EDUCAÇÃO FAMÍLIAR) para os professores e inspetores, esvaziaram as FEBEM's lotando-as as com Marginais. Arrebanharam DIRETORES (Gestores de Ensino) através de concurso público ao invés da competência curricular para o exercício de tão nobre cargo. Não estruturam a Educação com Psicólogos e Assistentes Sociais para dar o suporte aos educadores e Pais no trato das coisas escoalres. Remuneram de acordo Ascençoristas (com td respeito a eles) e DEPRECIAM OS EDUCADORES que passa a ser os grandes cupados pela tal QUALIDADE. Querem o quê? 7 opiniões
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Jose carlos (1) 25/09/2008 11h16
Jose carlos (1) 25/09/2008 11h16
O estado nunca teve qualquer interesse em atender seus servidores (seu patrimônio) e a dignidade da função pública. Apenas lhe interessa a satisfação dos pais em busca de votos. Se isso deteriora o ensino, não interessa. Dai a ter "inventado" a aprovação compulsória de qualquer aluno, inclusive dos infratores. É o Br. 7 opiniões
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