Agente de saúde incentivará leitura
da Folha de S.Paulo, em BrasíliaO Ministério da Educação usará neste ano os agentes comunitários de saúde como "agentes de leitura" para ampliar a abrangência do projeto de alfabetização do governo. A medida foi anunciada ontem pelo ministro Cristovam Buarque após se reunir com o colega Humberto Costa (Saúde).
A idéia é que os 130 mil agentes acompanhem não só a saúde das famílias atendidas, mas também a alfabetização. A proposta é inserir os carteiros no mesmo programa.
"Esperar ter dinheiro é jogar o problema por mais dez anos", afirmou o ministro, que quer inserir livros na cesta básica -não explicou como. Para ampliar o programa de alfabetização, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina hoje com a CNI (Confederação Nacional da Indústria) convênio que visa atender 2 milhões de pessoas até 2006.
Ontem, Cristovam acertou com seu colega Agnelo Queiroz (Esporte) o projeto que está chamando de "Segundo Tempo". Alunos do ensino fundamental terão um programa de prática de esporte após a aula, iniciando o programa de atendimento integral à criança.
Dentro do projeto de formação, capacitação e valorização do professor, Cristovam proporá aos secretários estaduais da Educação, com quem se reúne nesta sexta, reajuste gradual à categoria.
A proposta é de 30% no primeiro aumento e 20% a cada ano seguinte. Seriam necessários mais R$ 4 bilhões por ano para beneficiar cerca de 2 milhões de professores. O recurso seria dividido entre municípios, Estados e União.


