Estudantes vão para escola pública para poder fazer cursinho
da Folha de S.PauloDar mais importância ao cursinho do que ao colégio é algo comum entre os vestibulandos que fazem as duas coisas ao mesmo tempo. Mas alguns, por motivos financeiros ou para reduzir a carga de estresse, optam por matricular-se em um colégio público, apenas para terem o diploma do ensino médio, e poderem concentrar a sua atenção nos estudos preparatórios para o vestibular.
Foi o que fez Gabriela Caetano Ferreira, 17, que estudava em uma escola privada até o final do mês passado, mas, como só teria condições de pagar ou o colégio ou o cursinho, transferiu-se para a rede pública de ensino no período noturno. Agora, ela começará nas turmas de maio em um cursinho.
Outra que aderiu à estratégia foi Giovanna Fachini Dellaqua, 16, que também matriculou-se em um colégio da rede pública no período noturno e, desde o começo do ano, faz cursinho de manhã. "Não dou muita bola para o colégio", disse ela, que morava no interior de São Paulo e veio para a capital para fazer pré-vestibular. Ela costuma passar as tardes na sala de estudos do cursinho e, às vezes, afirma, dorme durante algumas aulas na escola.
Mesmo permanecendo no colégio que costumava estudar, é comum que a escola fique em segundo plano. "Prefiro faltar à aula no colégio a faltar ao cursinho", disse Paulo Poggio, 17, que também afirmou que às vezes acaba dormindo nas aulas do colégio particular de São Paulo onde estuda pela manhã.
Uma das estratégias usadas pelos alunos para não correr o risco de serem aprovados no vestibular mas reprovados na escola é garantir notas boas no primeiro semestre e, no segundo, dedicar-se à preparação para as provas.


