Publicidade
Publicidade
Unicamp veta venda de bebidas alcoólicas no campus
da Folha de S.Paulo, em CampinasA Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) proibiu a venda de bebidas alcoólicas dentro das dependências da instituição. A prefeitura do campus começou ontem a enviar ofícios às cantinas de dentro da universidade com a proibição.
Os 30 estabelecimentos que funcionam na Unicamp devem suspender a venda assim que receberem a notificação.
A Unicamp informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que fiscais devem monitorar as cantinas para garantir o cumprimento da cláusula.
A "lei seca", como vem sendo chamada, é uma medida prevista desde 1993, mas que não havia sido aplicada até agora por problemas de fiscalização.
A proibição, que já estava prevista em cláusula do contrato que autoriza o uso do espaço físico pelas cantinas, se restringe à venda de bebidas alcoólicas pelos estabelecimentos existentes dentro da universidade e prevê revogação do contrato em caso de desobediência.
Não há punição prevista para o simples consumo de bebidas alcoólicas dentro do campus, segundo a Unicamp.
A universidade informou que a proibição é parte de uma série de medidas que visam melhorar a qualidade de vida dentro da instituição, como a regulamentação de pontos de comércio e disciplinamento do trânsito.
As festas na Unicamp também estão proibidas desde anteontem. A proibição deve durar até a decisão final do Consu (Conselho Universitário) sobre o assunto.
Na terça-feira, o próprio prefeito da cidade universitária, Carlos Alberto Bandeira Guimarães, chegou a interromper uma festa que estava sendo realizada dentro do campus. A alegação era que havia superlotação e que podia haver problemas de segurança.
O coordenador do DCE (Diretório Central dos Estudantes) Ronald Alexandre Girardeli, 20, afirmou que a decisão da Unicamp de proibir a venda de bebidas alcoólicas dentro do campus é equivocada. Para ele, a medida não deve resolver a questão da violência no local, porque o problema não está restrito à universidade.
"Essa proibição vai estimular a venda de bebidas fora da universidade. Com isso, os alunos vão acabar saindo para beber e podem acabar sendo assaltados."
Para Girardeli, o veto à venda de bebidas e a festas é uma forma da reitoria diminuir a integração entre os alunos. Além disso, ele disse acreditar que as medidas vão cercear a articulação dos movimentos estudantis.
"Uma parte do lucro das cantinas vai para o DCE e para os CAs (Centros Acadêmicos). Como o lucro das cantinas deve diminuir, o repasse para os CAs também vai cair", disse Girardeli.
O estudante classificou a medida como "arbitrária" e afirmou que ela deve provocar uma série de "manifestações inesperadas" dos estudantes.
Girardeli afirma que, na semana que vem, deverá ser convocada uma reunião entre os representantes dos CAs e representantes de salas para discutir a questão.
A proprietária de uma das cantinas do campus, que preferiu não se identificar, afirmou que vai acatar a proibição.
Leia mais
Publicidade
As Últimas que Você não Leu
Publicidade
+ LidasÍndice
- Caindo aos pedaços, federal usa escola infantil para aulas
- Universitárias tiram blusas em apoio à greve de professores no AM
- STF decide por unanimidade que sistema de cotas é constitucional
- É um prejuízo indevido, diz ministro da Educação sobre greve de professores
- MEC aumenta rigor na correção da redação do Enem
+ Comentadas
Sobre a Folha | Expediente | Fale Conosco | Mapa do Site | Ombudsman | Erramos | Atendimento ao Assinante
ClubeFolha | PubliFolha | Banco de Dados | Datafolha | FolhaPress | Treinamento | Folha Memória | Trabalhe na Folha | Publicidade
Copyright Folha.com. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicaçao, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha.com.






Tablet
Notebook
Tênis
Auto DVD Player
TV