Itu abre curso para formar vereador
CAROLINA FARIASda Folha de S.Paulo, em Campinas
Os futuros candidatos a vereador de Itu (103 km a noroeste de São Paulo) poderão contar com uma ferramenta que pode ajudá-los a ganhar as eleições para a Câmara no próximo ano e a não decepcionar os eleitores no trabalho como legislador municipal durante o mandato de quatro anos.
A Secretaria de Cultura de Itu, em parceria com a Faculdade Prudente de Moraes e a Faculdade de Direito da cidade, fornecerá um curso gratuito para os interessados a se candidatarem ao cargo de vereador na cidade.
As inscrições começaram dia 1º deste mês e vão até sexta-feira. O curso começa logo no próximo sábado, dia 16, e irá até dia 4 de outubro, com aulas sempre aos sábados.
"Acredito que essa iniciativa seja inédita. O objetivo é formar pessoas capazes de assumir o cargo de vereador, porque todas as profissões atualmente exigem qualificação", disse o secretário de Cultura de Itu, Roberto Machado Carvalho, 70.
Segundo o secretário, o curso não tem nenhuma ligação com partidos políticos, e não é necessário ser filiado a alguma sigla.
"Às vezes, elegemos pessoas sem o menor preparo para atuar na Câmara", afirmou Carvalho.
Para ingressar no curso, as instituições fazem três exigências: comprovar residência na cidade, ser maior de 18 anos e ter o curso de educação fundamental completo. São 80 vagas.
O curso oferecerá aos possíveis candidatos sete matérias para tentar preparar os alunos para as eleições e para o exercício da função de legislador.
As matérias são a língua portuguesa, oratória, marketing político e pessoal, ética e a política, legislação na Lei Orgânica do Município e regimento interno da Câmara, política na Constituição Federal e Código Civil e encíclicas dos papas. O secretário explica a importância da última.
"Os papas têm bons conselhos a respeito da política. Não têm nada de religião", diz.
Segundo o diretor-geral da Faculdade Prudente de Moraes, Luiz Roberto da Silveira Costa, a exigência do curso fundamental completo está causando polêmica entre os futuros alunos.
"Já recebemos vários telefonemas, inclusive de suplente de vereadores, questionando a exigência", afirmou Costa, que defende a obrigatoriedade.


