Parcial, greve da USP de Ribeirão Preto tem críticas de alunos
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da Folha de S.Paulo, em Ribeirão PretoA greve na USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto (314 km a norte de São Paulo), deflagrada na sexta-feira (15) passada em protesto contra a reforma da Previdência, chegou ontem ao segundo dia efetivo de paralisação com críticas de alunos e dúvidas em relação à real adesão.
Estudantes ouvidos ontem pela Folha afirmaram que as informações sobre a paralisação são desencontradas e que é impossível saber se vai ou não haver aulas.
Ontem, a Adusp (Associação dos Docentes da USP) afirmou que o movimento grevista havia crescido principalmente na FMRP (Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto) e na FCFRP (Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto).
Segundo a entidade, a FEA (Faculdade de Economia e Administração) era ontem a única das sete instituições do campus de Ribeirão a ter aulas normalmente.
A USP não se manifestou sobre a greve ontem. Porém, na sexta, reconhecia apenas uma paralisação parcial na FFCLRP (Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto). A entidade de docentes falava em 70% de adesão em quatro unidades.
Ontem, a Folha constatou que as duas faculdades com maior número de alunos --FMRP, que tem 2.487 estudantes, e a FFCLRP, que tem 1.440 alunos-- estavam com a maioria das salas vazias ontem pela manhã.
A estudante do segundo ano de enfermagem Bianca Pires Rodrigues Bernardo, 20, disse que a sensação de insegurança dos estudantes é muito grande. "Ficamos perdidos. Não sabemos quem vai parar ou não. Estou rezando para que, no caso de haver uma adesão, todos paralisem as aulas."
A aluna do segundo ano de química Márcia Aguilar, 21, disse que a indefinição é tanta que metade de seus colegas de classe faltou ontem e perdeu a aula.
"Nós tínhamos trabalhos para entregar, mas não sabemos se vai haver aulas."
Para Marcel Marchesin, 19, que cursa o segundo ano de química, os estudantes têm mais informações pela imprensa do que dentro da faculdade. "Não há um posicionamento claro dos docentes."
A diretora regional da Adusp, Helenice Mouro Varanda, disse que não há como medir a adesão. "Quem vai dar aula ou não está fora do nosso controle", disse.


