Estudo vincula a prevenção de drogas com auto-estima do professor
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da Folha de S.PauloPrevenção de drogas em escolas só é possível quando o professor é valorizado e está com a auto-estima em alta. Embora professores com esse perfil sejam minoria no país, um estudo inédito em Porto Alegre (RS) mostrou que esse é o caminho.
Em seis meses de trabalho com professores, a taxa de alunos fumantes menores de 18 anos em um dos colégios caiu de 34% para 17%. "É um resultado excelente", diz o psiquiatra Sérgio de Paula Ramos, da unidade de dependência química do Hospital Mãe de Deus e coordenador do trabalho.
Ramos falará hoje no primeiro dia do 15º Congresso Brasileiro da Abead (Associação Brasileira de Estudos de Álcool e Outras Drogas).
"A estratégia é não bater de frente com as drogas, mas valorizar a vida. O adolescente tem a necessidade psíquica de desafiar, e dizer que a droga é um perigo é incentivá-lo a usá-la."
Uma proposta é que o professor adote "posturas de proteção à vida", "não poluindo o ambiente e não poluindo o corpo", diz Ramos.
Na prática, trata-se "da valorização do professor e de sua importância" --mas ele lembra que parte da auto-estima dos professores só pode ser resolvida com melhores salários.


