Graduandos aprovam oportunidades oferecidas durante curso
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da Folha de S.Paulo"O campus é praticamente do tamanho da minha cidade", afirmou Jurandi Leão Santos, 25, do quinto ano de física da Unicamp, ao relembrar o choque da cidade grande, quando deixou Paramirim, no interior da Bahia.
Hoje, na Unicamp, ele recebe moradia, bolsa-trabalho, almoça e janta sem gastar no "bandejão", faz curso de inglês gratuito e usa o apoio psicológico quando tem algum problema pessoal.
"Para me manter, deu para levar tudo tranquilamente com o auxílio que a universidade dá."
O colega Glaudson Frade Assunção, 23, também baiano e do quinto ano de física da Unicamp, diz não aproveitar todos os serviços que a universidade oferece por falta de tempo. Ele tem bolsa-trabalho e mora no campus.
"Na moradia, o legal é que os próprios alunos fazem atividades de extensão, como cursos de alfabetização e pré-vestibular nas instalações. Eu já participei."
A variedade de opções surpreendeu a estudante do segundo ano de medicina Denise Amorim Paz, 21, que é de São Paulo e mora na Casa do Estudante de Medicina da USP de Ribeirão. "Além de o campus ser muito bonito, tudo o que você quiser tem, é só sair atrás. Vou começar, por exemplo, um curso de violão gratuito."
A veterana Fabiana Meira Guimarães, 22, do quarto ano de medicina e que também mora no alojamento, confirma. "A gente mora ao lado da piscina, do refeitório, dos Correios, do ginásio e do ponto de ônibus, tem tudo." Quando a reportagem acrescentou que só faltava um cineminha, ela foi rápida: "Não falta mais, a gente fez uma rifa para comprar um DVD."
No ITA, Marcelo Amaral Vieira Rosa, 19, aprovou a convivência com os outros estudantes no alojamento. "Uma coisa que me surpreendeu é aprender, com os próprios alunos, coisas que nunca tinha imaginado. Acontece muito aqui de o aluno ensinar ao colega o que sabe. Teve um cara que conheci que me ensinou coisas de fotografia, por exemplo."


