Unicamp terá primeira turma de farmácia no ano que vem
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CAROL FREDERICOda Folha de S.Paulo
Sob a justificativa de a região de Campinas concentrar um grande número de laboratórios e indústrias, a Unicamp (Universidade de Campinas) terá em 2004 sua primeira turma de farmácia.
No que se refere ao Estado de São Paulo, há 1.735 vagas oferecidas anualmente --apenas 225 em instituições públicas.
No interior do Estado, outras duas opções de estaduais são a USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto e a Unesp (Universidade Estadual Paulista) de Araraquara --a única, aliás, a oferecer uma ênfase mais específica em alimentos, além da USP de São Paulo.
Os cursos de farmácia, que antes formavam profissionais em três habilidades específicas --farmácia, bioquímica (análises clínicas) e alimentos--, a partir do ano que vem devem proporcionar aos alunos uma formação de caráter mais generalista.
Segundo as novas diretrizes curriculares do MEC (Ministério da Educação) para a graduação em farmácia, fixadas em fevereiro de 2002, os novos cursos devem priorizar ainda uma formação humanista, crítica e reflexiva, já que o mercado tem exigido profissionais mais completos.
De acordo com Maria Luiza Cruz, coordenadora do curso de farmácia da PUC-Campinas (Pontifícia Universidade Católica), a instituição não fará já em 2004 as adaptações no currículo, o que deve ocorrer 2005.
Voltada para a área da saúde, a formação do farmacêutico pode ser considerada bastante multidisciplinar, amparada, principalmente, nos conhecimentos de biologia e química.
Há disciplinas como bioquímica, biologia molecular, química analítica, anatomia, matemática, embriologia, patologia, fisiologia, entre outras.


