Rede de ensino privada enfrenta crise
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da Folha de S.PauloA porcentagem de vagas ociosas nas universidades privadas bateu novo recorde em 2002 e alcançou 36% --a média nos anos 80 e 90 foi de 20%, subindo para 30% em 2000 e para 31% em 2001.
A rede particular ainda enfrenta a inadimplência (33%). Em São Paulo, a taxa é de 25%, mais do que o dobro da média histórica de 12%. Para o futuro, a Organização Mundial do Comércio estuda a liberalização do mercado de educação. Além disso, cerca de um quarto das universidades brasileiras já receberam propostas de fundos de investimento.
O marketing tem sido uma alternativa para atrair estudantes e sobreviver à concorrência. Em 2002, foram aplicados R$ 420 milhões em propaganda --um aumento de 39% em três anos. Será lançado, em três meses, um código de ética do setor, para combater a concorrência desleal.
Especialistas, que prevêem falências e fusões, apontam que uma das saídas é atender os cerca de 3 milhões de pessoas da classe C que poderiam pagar de R$ 200 a R$ 250 por mês. Mas as mensalidades, em geral, são superiores a R$ 400.


