Mensalidades escolares vão sofrer aumento de no mínimo 15%
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DANI BLASCHKAUERda Folha Online
As mensalidades escolares vão sofrer um aumento de no mínimo 15% em todas as redes de ensino particulares de São Paulo. A previsão é do Sieeesp (Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de São Paulo), entidade que representa aproximadamente 10 mil escolas em todo o Estado. Segundo o sindicato, o aumento servirá para cobrir a inflação registrada em 2003.
O aumento atingirá as instituições de educação infantil, ensino fundamental e médio, cursos livres e ensino profissionalizante.
"Houve um resíduo da inflação, principalmente no período entre dezembro e janeiro, que não foi previsto no final de 2002", afirmou o presidente do Sieeesp, José Augusto de Mattos Lourenço.
Aumento de 20%
O aumento poderá ser ainda maior. Caso a Fiep (Federação Interestadual das Escolas Particulares) não consiga evitar o aumento da alíquota da Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social) para o setor--que foi de 3% para 7,6%--, as mensalidades devem ter um aumento que chegaria até a 20%.
Os representantes dos sindicatos das escolas particulares de todo o país estão discutindo a situação, em Florianópolis. Além de estudarem a possibilidade de entrarem com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) no STF (Supremo Tribunal Federal), já conversam com deputados federais ligados à área da educação para que a medida provisória do aumento da Cofins não vire lei.
A preocupação do setor é que o atual índice de inadimplência nas instituições privadas de ensino passe dos atuais 18% para 20%. "Está sendo mortal para as escolas", afirmou José Antonio Teixeira, presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Santa Catarina.


