Educação
20/11/2003 - 08h58

Brasil precisa de 17.500 professores de geografia

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LUIS RENATO STRAUSS
da Folha de S. Paulo

Não dá para imaginar que atualmente faltam professores de geografia no Brasil, não é mesmo? Mas a verdade é essa. Um estudo do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), do Ministério da Educação, aponta que o país precisa atualmente de 17.500 docentes para atender à demanda dos ensinos fundamental (de 5ª a 8ª séries) e médio.

Nos últimos dez anos, formaram-se 53.500 pessoas com licenciatura em geografia. No entanto as escolas precisam de 71 mil professores. Somadas com outras licenciaturas, como história, física e matemática, há 250 mil vagas sobrando para docentes.

Isso dá alguma vantagem para quem procura um curso de graduação em geografia. Primeiramente, pelo mercado de trabalho, embora os salários iniciais de professores não sejam os mais atrativos (veja quadro). Em segundo, por alguns benefícios que têm surgido para as licenciaturas.

O Fies (Financiamento Estudantil), do governo federal, privilegiou neste ano em sua seleção as licenciaturas. A PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) oferece 40% de desconto para a área. Na Ulbra (Universidade Luterana do Brasil), o desconto é de 63%. Já na Unicsul (Universidade Cruzeiro do Sul), a graduação é gratuita.

O curso

De acordo com Antonio Nivaldo Hespanhol, da Unesp, a geografia estuda a relação da sociedade com o ambiente. Para isso, o profissional terá de estudar disciplinas vinculadas às ciências humanas, como história, sociologia, antropologia e economia, e também matérias relacionadas à natureza, como geologia, climatologia e geomorfologia.
 

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