28/06/2004
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06h10
A comparação do desempenho de estudantes da elite brasileira com o de alunos mais ricos de países desenvolvidos é outro indicador que mostra que o ensino básico recebido pelas classes mais altas no Brasil pode deixar muito a desejar.
Estudo divulgado em 2000 pelo pesquisador Creso Franco, do Departamento de Educação da PUC do Rio, mostrou que os alunos mais ricos do Brasil tinham desempenho inferior aos de maior renda da Espanha, EUA, Rússia, França, Portugal, Coréia do Sul e México.
A comparação do desempenho foi feita a partir dos resultados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), exame internacional realizado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) que permite confrontar as notas de alunos que fizeram um mesmo teste em vários países.
O estudo mostrou que o Brasil teve o menor percentual de alunos da elite com notas que os colocam nos dois níveis mais avançados de aprendizado do Pisa (há seis níveis). Só 21% dos alunos mais ricos no Brasil estavam nesses dois níveis. França (57%), Coréia do Sul (55%), Estados Unidos (53%), Portugal (48%), Espanha (46%), Rússia (33%) e México (27%) tiveram desempenho superior.
Para fazer a comparação, Franco separou o grupo dos estudantes brasileiros que fazem parte dos 7% de maior renda da amostra (o mesmo corte foi feito no México) e comparou com o grupo de estudantes que compõem os 25% mais ricos dos países desenvolvidos.
A fatia da elite no Brasil e no México é menor (7%) do que nos demais países comparados (25%) para evitar distorções. Como em países desenvolvidos há um maior número de pessoas com padrão de vida elevado, a comparação do mesmo percentual poderia ser desfavorável para Brasil e México porque, nesses dois países, haveria muito mais estudantes de menor renda entre os 25% mais ricos.
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da Folha de S.Paulo, no RioA comparação do desempenho de estudantes da elite brasileira com o de alunos mais ricos de países desenvolvidos é outro indicador que mostra que o ensino básico recebido pelas classes mais altas no Brasil pode deixar muito a desejar.
Estudo divulgado em 2000 pelo pesquisador Creso Franco, do Departamento de Educação da PUC do Rio, mostrou que os alunos mais ricos do Brasil tinham desempenho inferior aos de maior renda da Espanha, EUA, Rússia, França, Portugal, Coréia do Sul e México.
A comparação do desempenho foi feita a partir dos resultados do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), exame internacional realizado pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) que permite confrontar as notas de alunos que fizeram um mesmo teste em vários países.
O estudo mostrou que o Brasil teve o menor percentual de alunos da elite com notas que os colocam nos dois níveis mais avançados de aprendizado do Pisa (há seis níveis). Só 21% dos alunos mais ricos no Brasil estavam nesses dois níveis. França (57%), Coréia do Sul (55%), Estados Unidos (53%), Portugal (48%), Espanha (46%), Rússia (33%) e México (27%) tiveram desempenho superior.
Para fazer a comparação, Franco separou o grupo dos estudantes brasileiros que fazem parte dos 7% de maior renda da amostra (o mesmo corte foi feito no México) e comparou com o grupo de estudantes que compõem os 25% mais ricos dos países desenvolvidos.
A fatia da elite no Brasil e no México é menor (7%) do que nos demais países comparados (25%) para evitar distorções. Como em países desenvolvidos há um maior número de pessoas com padrão de vida elevado, a comparação do mesmo percentual poderia ser desfavorável para Brasil e México porque, nesses dois países, haveria muito mais estudantes de menor renda entre os 25% mais ricos.
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