22/11/2004
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09h53
PALOMA VARÓN
da Folha de S. Paulo
O tema escolhido para a prova da primeira fase do vestibular da Unicamp, o rádio, foi considerado fácil por professores de cursinhos. O assunto abrangeu as 12 questões dissertativas e a redação.
Na opinião de professores de redação, a coletânea de textos foi simples e não apresentou críticas ou polêmicas, sem a exigência de que o aluno se posicionasse. "Todos os fragmentos abordavam a importância do rádio", disse Eduardo Calbucci, do Anglo.
O rádio foi escolhido pela universidade por sua importância histórica e social, especialmente nas cidades do interior. "O veículo tem uma repercussão muito maior que qualquer outro meio de comunicação, e é possível fazermos uma série de abordagens a partir dele", disse o coordenador-executivo do vestibular, Leandro Tessler.
Apesar de ter considerado o tema bom para o desenvolvimento das questões, o coordenador de redação do COC, Laurindo Bonilha Regueira, disse que a maioria dos candidatos não vivenciou o auge do rádio para desenvolver a redação. "E a coletânea, apesar de completa, só dizia da heróica resistência das rádios."
Para a professora Maria Aparecida Custódio, do Objetivo, a seleção de textos para compor a redação foi "morna", o que tornou a prova mais fácil. "Acho que a universidade poderia ter abordado outros aspectos", comentou.
A vestibulanda Patrícia Cavalcanti, 19, disse que considerou o tema foi "muito específico", o que, na sua opinião, dificultou a prova. "Os textos eram muito parecidos e superficiais", disse. Já Rogério Mestriner, 23, considerou a proposta "limitada". "Os textos para a redação não apresentaram nenhum ponto de discussão e polêmica."
Tessler afirmou que o rádio é um assunto que permite grande abrangência. "A prova tinha questões envolvendo a telefonia celular e o GPS [sistema de localização], por exemplo, que também são sistemas de rádio", disse.
A redação vale metade da prova e, a partir deste ano, só serão corrigidas as redações dos candidatos que acertarem pelo menos 50% das questões dissertativas.
A Unicamp oferece 2.934 vagas. Dos 53.762 inscritos, 50.848 fizeram a prova, o que representa 5,4% de abstenção. O resultado dos aprovados para a segunda fase será divulgado no dia 17 dezembro e as provas acontecerão entre os dias 16 e 19 de janeiro.
A universidade ainda registrou aumento no número de candidatos inscritos nas cidades do interior. "É a tendência à regionalização", disse Tessler.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre vestibulares da Unicamp
Para professores, tema de vestibular Unicamp foi fácil
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FERNANDA BASSETTEPALOMA VARÓN
da Folha de S. Paulo
O tema escolhido para a prova da primeira fase do vestibular da Unicamp, o rádio, foi considerado fácil por professores de cursinhos. O assunto abrangeu as 12 questões dissertativas e a redação.
Na opinião de professores de redação, a coletânea de textos foi simples e não apresentou críticas ou polêmicas, sem a exigência de que o aluno se posicionasse. "Todos os fragmentos abordavam a importância do rádio", disse Eduardo Calbucci, do Anglo.
O rádio foi escolhido pela universidade por sua importância histórica e social, especialmente nas cidades do interior. "O veículo tem uma repercussão muito maior que qualquer outro meio de comunicação, e é possível fazermos uma série de abordagens a partir dele", disse o coordenador-executivo do vestibular, Leandro Tessler.
Apesar de ter considerado o tema bom para o desenvolvimento das questões, o coordenador de redação do COC, Laurindo Bonilha Regueira, disse que a maioria dos candidatos não vivenciou o auge do rádio para desenvolver a redação. "E a coletânea, apesar de completa, só dizia da heróica resistência das rádios."
Para a professora Maria Aparecida Custódio, do Objetivo, a seleção de textos para compor a redação foi "morna", o que tornou a prova mais fácil. "Acho que a universidade poderia ter abordado outros aspectos", comentou.
A vestibulanda Patrícia Cavalcanti, 19, disse que considerou o tema foi "muito específico", o que, na sua opinião, dificultou a prova. "Os textos eram muito parecidos e superficiais", disse. Já Rogério Mestriner, 23, considerou a proposta "limitada". "Os textos para a redação não apresentaram nenhum ponto de discussão e polêmica."
Tessler afirmou que o rádio é um assunto que permite grande abrangência. "A prova tinha questões envolvendo a telefonia celular e o GPS [sistema de localização], por exemplo, que também são sistemas de rádio", disse.
A redação vale metade da prova e, a partir deste ano, só serão corrigidas as redações dos candidatos que acertarem pelo menos 50% das questões dissertativas.
A Unicamp oferece 2.934 vagas. Dos 53.762 inscritos, 50.848 fizeram a prova, o que representa 5,4% de abstenção. O resultado dos aprovados para a segunda fase será divulgado no dia 17 dezembro e as provas acontecerão entre os dias 16 e 19 de janeiro.
A universidade ainda registrou aumento no número de candidatos inscritos nas cidades do interior. "É a tendência à regionalização", disse Tessler.
Especial

