29/03/2005
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11h44
Parte dos professores da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) promove hoje a paralisação de suas atividades em protesto contra os atrasos nos salários e por melhores condições de trabalho. A Apropuc (Associação dos Professores da PUC-SP) não sabe informar quantos docentes pararam, mas ressalta que alguns entraram normalmente nas salas de aula nesta manhã.
Durante o dia, a direção da Apropuc fará uma série de reuniões com os professores para discutir a crise financeira pela qual passa a entidade, que tem se refletido no atraso de salários e no adiamento de reajustes salariais. "À noite [19h] faremos uma assembléia geral para definir que atitudes tomaremos", diz Erson Martins de Oliveira, professor de literatura da PUC e integrante da diretoria da Associação.
Segundo Erson, nas reuniões são discutidas duas questões que serão apresentadas na assembléia. A primeira diz respeito a problemas mais imediatos: atraso do 13º salário (apenas 20% foi pago), o pagamento parcelado dos salários e a negativa da reitoria da PUC em dar o dissídio aos professores.
A segunda cobra da reitoria "mais transparência" nas conversas. "Se eles falam que não têm como nos pagar, queremos saber como essa reserva de recursos vai ajustar a instituição a se recuperar. Eles nos pedem sacrifícios mas não explicam em como isso ajuda na solução dos problemas", afirma Erson.
A reitoria prometeu participar do início da assembléia nesta terça.
Enterro
Além dos professores, está parada desde a semana passada parte dos funcionários do setor administrativo da PUC-SP. A categoria reclama da demissão de 12 dos 1.306 empregados da instituição. Além disso, eles pede reposição salarial de 7,66%, que foi o ICV (Índice de Custo de Vida), do Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Estatísticos e Sócio-Econômicos) --a data-base é 1º de março.
Em protesto contra a falta de acordo, os funcionários marcaram para as 14h de hoje um enterro simbólico de membros da reitoria, com direito a coroa de flores e caixão. Segundo informações do sindicato, será carregado durante o ato um cartaz com a frase "Veja quem são os próximos demitidos", com um espelho colado logo abaixo da inscrição.
Em resposta às reivindicações dos funcionários, a PUC diz que as demissões ocorreram devido a uma reestruturação institucional. Sobre a questão salarial, a proposta é que a reposição de 7,6% seja feita apenas em janeiro de 2006.
"Reconhecemos o índice pedido, mas não temos como reajustar agora. Estamos resolvendo outros problemas urgentes", afirmou à Folha Online o chefe de gabinete da reitoria, Guilherme Simões, citando a renegociação das dívidas da universidade e os salários atrasados dos professores.
Especial
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Professores da PUC-SP fazem greve; funcionários também protestam
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da Folha OnlineParte dos professores da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) promove hoje a paralisação de suas atividades em protesto contra os atrasos nos salários e por melhores condições de trabalho. A Apropuc (Associação dos Professores da PUC-SP) não sabe informar quantos docentes pararam, mas ressalta que alguns entraram normalmente nas salas de aula nesta manhã.
Durante o dia, a direção da Apropuc fará uma série de reuniões com os professores para discutir a crise financeira pela qual passa a entidade, que tem se refletido no atraso de salários e no adiamento de reajustes salariais. "À noite [19h] faremos uma assembléia geral para definir que atitudes tomaremos", diz Erson Martins de Oliveira, professor de literatura da PUC e integrante da diretoria da Associação.
Segundo Erson, nas reuniões são discutidas duas questões que serão apresentadas na assembléia. A primeira diz respeito a problemas mais imediatos: atraso do 13º salário (apenas 20% foi pago), o pagamento parcelado dos salários e a negativa da reitoria da PUC em dar o dissídio aos professores.
A segunda cobra da reitoria "mais transparência" nas conversas. "Se eles falam que não têm como nos pagar, queremos saber como essa reserva de recursos vai ajustar a instituição a se recuperar. Eles nos pedem sacrifícios mas não explicam em como isso ajuda na solução dos problemas", afirma Erson.
A reitoria prometeu participar do início da assembléia nesta terça.
Enterro
Além dos professores, está parada desde a semana passada parte dos funcionários do setor administrativo da PUC-SP. A categoria reclama da demissão de 12 dos 1.306 empregados da instituição. Além disso, eles pede reposição salarial de 7,66%, que foi o ICV (Índice de Custo de Vida), do Dieese (Departamento Intersindical de Estudos Estatísticos e Sócio-Econômicos) --a data-base é 1º de março.
Em protesto contra a falta de acordo, os funcionários marcaram para as 14h de hoje um enterro simbólico de membros da reitoria, com direito a coroa de flores e caixão. Segundo informações do sindicato, será carregado durante o ato um cartaz com a frase "Veja quem são os próximos demitidos", com um espelho colado logo abaixo da inscrição.
Em resposta às reivindicações dos funcionários, a PUC diz que as demissões ocorreram devido a uma reestruturação institucional. Sobre a questão salarial, a proposta é que a reposição de 7,6% seja feita apenas em janeiro de 2006.
"Reconhecemos o índice pedido, mas não temos como reajustar agora. Estamos resolvendo outros problemas urgentes", afirmou à Folha Online o chefe de gabinete da reitoria, Guilherme Simões, citando a renegociação das dívidas da universidade e os salários atrasados dos professores.
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