18/06/2005
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10h30
Sete mil pessoas ainda esperam o resultado do vestibular para as 320 vagas da Escola Técnica de Saúde Pública de Cidade Tiradentes, na zona leste da capital. O processo seletivo foi realizado em janeiro, mas até agora ninguém foi chamado. A escola será mantida pela prefeitura.
O cronograma do processo seletivo previa a convocação dos alunos em fevereiro. A Secretaria Municipal da Educação alega que problemas no registro da escola geraram o atraso.
No ano passado, a gestão da então prefeita Marta Suplicy (PT) previa o início das aulas para o primeiro semestre deste ano. Mas as atividades só vão começar em agosto, de acordo com a previsão da atual administração.
A Escola Técnica de Cidade Tiradentes foi criada em 2004 e fazia parte do projeto do pólo de desenvolvimento da zona leste. No início, a prefeitura pretendia implantar cursos superiores no local. O Conselho Estadual de Educação, entretanto, não permitiu a criação deles. Então, restaram só os cursos técnicos.
Segundo Maria Auxiliadora Albergaria Pereira, presidente da Fundação Paulistana de Ensino Técnico e Superior, entidade que vai administrar a escola, o Conselho Municipal de Educação decidiu que a escola abrigaria cursos técnicos de farmácia, análises clínicas, higiene dental e serviços de saúde. Mas, por enquanto, nenhum deles começou.
O vereador Paulo Fiorilo (PT), ligado à ex-prefeita, estuda a possibilidade de entrar com uma ação na Justiça para pedir à prefeitura explicações sobre o atraso. "O prédio está vazio e a população espera resposta", afirma o vereador petista.
Fim da obra
A escola fica localizada ao lado do hospital Cidade Tiradentes, que começou a ser construído em 2003, mas teve as obras paralisadas no fim de 2004. Em abril deste ano, a construção foi retomada.
O prédio que vai abrigar a unidade de ensino ficou pronto no fim do ano passado, mas ainda está vazio. Um acordo fechado no ano passado previa que a verba para a compra de equipamentos e de móveis e para a contratação de professores --R$ 2,75 milhões-- seria liberada pelo Ministério da Educação. A verba, de acordo com a prefeitura, foi liberada há cerca de 15 dias.
"Tenho planos de fazer faculdade de odontologia e achava que esse curso poderia ser um bom começo", afirma a desempregada Shirley Pereira de Souza, 24, que mora em Cidade Tiradentes e fez a prova. "Mas, com essa demora, fiquei desanimada. Já fui à subprefeitura várias vezes para perguntar sobre o início do curso e ninguém soube informar", disse.
Registro
A prefeitura informou que vai convocar os aprovados no vestibular da Escola Técnica de Cidade Tiradentes no próximo mês.
A presidente da Fundação Paulistana de Ensino Técnico e Superior, Maria Auxiliadora Pereira, afirma que o atraso no início das aulas é resultado da demora no registro da instituição. "A fundação foi criada no ano passado mas, até fevereiro, não havia sido registrada."
Segundo Pereira, as aulas devem começar em agosto.
Especial
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Escola criada pela gestão Marta ainda não iniciou aulas
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do AgoraSete mil pessoas ainda esperam o resultado do vestibular para as 320 vagas da Escola Técnica de Saúde Pública de Cidade Tiradentes, na zona leste da capital. O processo seletivo foi realizado em janeiro, mas até agora ninguém foi chamado. A escola será mantida pela prefeitura.
O cronograma do processo seletivo previa a convocação dos alunos em fevereiro. A Secretaria Municipal da Educação alega que problemas no registro da escola geraram o atraso.
No ano passado, a gestão da então prefeita Marta Suplicy (PT) previa o início das aulas para o primeiro semestre deste ano. Mas as atividades só vão começar em agosto, de acordo com a previsão da atual administração.
A Escola Técnica de Cidade Tiradentes foi criada em 2004 e fazia parte do projeto do pólo de desenvolvimento da zona leste. No início, a prefeitura pretendia implantar cursos superiores no local. O Conselho Estadual de Educação, entretanto, não permitiu a criação deles. Então, restaram só os cursos técnicos.
Segundo Maria Auxiliadora Albergaria Pereira, presidente da Fundação Paulistana de Ensino Técnico e Superior, entidade que vai administrar a escola, o Conselho Municipal de Educação decidiu que a escola abrigaria cursos técnicos de farmácia, análises clínicas, higiene dental e serviços de saúde. Mas, por enquanto, nenhum deles começou.
O vereador Paulo Fiorilo (PT), ligado à ex-prefeita, estuda a possibilidade de entrar com uma ação na Justiça para pedir à prefeitura explicações sobre o atraso. "O prédio está vazio e a população espera resposta", afirma o vereador petista.
Fim da obra
A escola fica localizada ao lado do hospital Cidade Tiradentes, que começou a ser construído em 2003, mas teve as obras paralisadas no fim de 2004. Em abril deste ano, a construção foi retomada.
O prédio que vai abrigar a unidade de ensino ficou pronto no fim do ano passado, mas ainda está vazio. Um acordo fechado no ano passado previa que a verba para a compra de equipamentos e de móveis e para a contratação de professores --R$ 2,75 milhões-- seria liberada pelo Ministério da Educação. A verba, de acordo com a prefeitura, foi liberada há cerca de 15 dias.
"Tenho planos de fazer faculdade de odontologia e achava que esse curso poderia ser um bom começo", afirma a desempregada Shirley Pereira de Souza, 24, que mora em Cidade Tiradentes e fez a prova. "Mas, com essa demora, fiquei desanimada. Já fui à subprefeitura várias vezes para perguntar sobre o início do curso e ninguém soube informar", disse.
Registro
A prefeitura informou que vai convocar os aprovados no vestibular da Escola Técnica de Cidade Tiradentes no próximo mês.
A presidente da Fundação Paulistana de Ensino Técnico e Superior, Maria Auxiliadora Pereira, afirma que o atraso no início das aulas é resultado da demora no registro da instituição. "A fundação foi criada no ano passado mas, até fevereiro, não havia sido registrada."
Segundo Pereira, as aulas devem começar em agosto.
Especial

