01/09/2005
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22h26
da Agência Folha, em Campinas
A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) anunciou corte de R$ 8 milhões que estavam previstos no orçamento deste ano. Para isso, a universidade "congelou" a contratação de novos funcionários e suspendeu obras e programas de infra-estrutura neste ano.
O contingenciamento de verbas ocorre por causa da queda de arrecadação de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) pelo Estado. A previsão orçamentária da Unicamp para este ano é de R$ 802 milhões vindos do ICMS repassado pelo Estado --o que corresponde a 2,1958% do imposto líqüido.
As universidades estaduais recebem 9,57% do ICMS arrecadado pelo Estado. Em julho, a arrecadação ficou R$ 19,4 milhões abaixo da previsão das universidades.
De acordo com o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, 52, o corte não atingirá as áreas de ensino, pesquisa e nem o HC (Hospital de Clínicas), da Unicamp. Dos R$ 8 milhões, ao menos R$ 2 milhões seriam aplicados na contratação de novos funcionários.
O restante da verba seria aplicado em um programa de otimização de consumo de água e energia com a instalação de medidores e em obras no campus.
"A situação financeira da universidade requer atenção. Nos últimos meses as taxas de arrecadação estão diminuindo e sinalizam um déficit para os últimos meses deste ano. Caso a arrecadação do ICMS apresente recuperação, a verba pode ser liberada", disse o reitor da Unicamp.
Cerca de 90% do orçamento da universidade está comprometido com a folha de pagamento, segundo o reitor.
Além dos R$ 802 milhões anuais previstos no orçamento, a Unicamp também prevê gastar entre R$ 120 milhões e R$ 130 milhões --que são recursos extra-orçamentários vindos de várias fontes de financiamento-- com pesquisas e bolsas de estudo.
Protesto
O Hospital de Clínicas também pode anunciar amanhã, após uma reunião na universidade, medidas de ajuste de gastos para os próximos meses. O hospital recebe um ressarcimento do SUS (Sistema Único de Saúde) anual de cerca de R$ 100 milhões, mas apresenta déficit mensal de ao menos R$ 500 mil, só no pronto-socorro.
Estudantes da Unicamp fizeram piquete e panfletagem dentro do campus ontem para protestar contra o veto do governador Geraldo Alckmin (PSDB) às emendas que previam aumento de repasse de 9,57% para 10% da cota de ICMS para as três universidades estaduais paulistas: Unicamp, USP e Unesp.
Os manifestantes bloquearam uma das guaritas de entrada do campus com sofás, pneus e cones. Parte dos institutos paralisou as atividades.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre a Unicamp
Unicamp anuncia corte de R$ 8 milhões no orçamento deste ano
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MAURÍCIO SIMIONATOda Agência Folha, em Campinas
A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) anunciou corte de R$ 8 milhões que estavam previstos no orçamento deste ano. Para isso, a universidade "congelou" a contratação de novos funcionários e suspendeu obras e programas de infra-estrutura neste ano.
O contingenciamento de verbas ocorre por causa da queda de arrecadação de ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) pelo Estado. A previsão orçamentária da Unicamp para este ano é de R$ 802 milhões vindos do ICMS repassado pelo Estado --o que corresponde a 2,1958% do imposto líqüido.
As universidades estaduais recebem 9,57% do ICMS arrecadado pelo Estado. Em julho, a arrecadação ficou R$ 19,4 milhões abaixo da previsão das universidades.
De acordo com o reitor da Unicamp, José Tadeu Jorge, 52, o corte não atingirá as áreas de ensino, pesquisa e nem o HC (Hospital de Clínicas), da Unicamp. Dos R$ 8 milhões, ao menos R$ 2 milhões seriam aplicados na contratação de novos funcionários.
O restante da verba seria aplicado em um programa de otimização de consumo de água e energia com a instalação de medidores e em obras no campus.
"A situação financeira da universidade requer atenção. Nos últimos meses as taxas de arrecadação estão diminuindo e sinalizam um déficit para os últimos meses deste ano. Caso a arrecadação do ICMS apresente recuperação, a verba pode ser liberada", disse o reitor da Unicamp.
Cerca de 90% do orçamento da universidade está comprometido com a folha de pagamento, segundo o reitor.
Além dos R$ 802 milhões anuais previstos no orçamento, a Unicamp também prevê gastar entre R$ 120 milhões e R$ 130 milhões --que são recursos extra-orçamentários vindos de várias fontes de financiamento-- com pesquisas e bolsas de estudo.
Protesto
O Hospital de Clínicas também pode anunciar amanhã, após uma reunião na universidade, medidas de ajuste de gastos para os próximos meses. O hospital recebe um ressarcimento do SUS (Sistema Único de Saúde) anual de cerca de R$ 100 milhões, mas apresenta déficit mensal de ao menos R$ 500 mil, só no pronto-socorro.
Estudantes da Unicamp fizeram piquete e panfletagem dentro do campus ontem para protestar contra o veto do governador Geraldo Alckmin (PSDB) às emendas que previam aumento de repasse de 9,57% para 10% da cota de ICMS para as três universidades estaduais paulistas: Unicamp, USP e Unesp.
Os manifestantes bloquearam uma das guaritas de entrada do campus com sofás, pneus e cones. Parte dos institutos paralisou as atividades.
Especial

