19/09/2005
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16h15
da Folha Online
LÍVIA MARRA
Editora de Cotidiano da Folha Online
Funcionários, professores e alunos da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) pretendem promover uma paralisação geral na terça-feira (20).
A convocação é divulgada pela Afapuc (Associação dos Funcionários Administrativos da PUC-SP), Apropuc (Associação dos Professores da PUC-SP) e por centros acadêmicos.
Entre os motivos apresentados estão a demissão de 68 funcionários, ocorridas desde março, e a abertura de uma sindicância contra quatro estudantes apontados pela polícia comunitária como fomentadores de uma manifestação ocorrida na praça de alimentação do campus Perdizes (zona oeste de São Paulo), no último dia 10 de agosto.
Na ocasião, estudantes teriam usado bandejas e talheres para fazer barulho e protestar contra o preço da comida, reivindicado bolsa-alimentação para alunos carentes, de acordo com a Afapuc.
Os alunos citados --dois de história e dois de economia-- são investigados por danificar os bens da universidade, retirar objetos do campus e perturbar trabalhos escolares ou administrativos, entre outros pontos.
Em entrevista à Folha Online, o vice-reitor comunitário, João Décio Passos, negou que tenha havido arbitrariedade e afirmou que há dados claros sobre as infrações cometidas durante o ato. Para ele, se tem alguém insatisfeito, "que recorra".
Segundo Passos, as demissões foram necessárias e "obedeceram a critérios claros como o enxugamento de setores e a readequação de funcionários". Ele diz que o setor mais problemático é o hospital de Sorocaba [100 km de São Paulo], "que tem um déficit de R$ 800 mil por mês".
Outra reclamação da comunidade trata das chamadas "reformas internas", que serviriam de argumento para a adoção unilateral de medidas. De acordo com Passos, elas têm como objetivo "manter a sustentabilidade da universidade".
Passos afirma que a PUC tem cerca de 1.400 funcionários e 22 mil alunos --além dos alunos de especialização e extensão.
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GABRIELA MANZINIda Folha Online
LÍVIA MARRA
Editora de Cotidiano da Folha Online
Funcionários, professores e alunos da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) pretendem promover uma paralisação geral na terça-feira (20).
A convocação é divulgada pela Afapuc (Associação dos Funcionários Administrativos da PUC-SP), Apropuc (Associação dos Professores da PUC-SP) e por centros acadêmicos.
Entre os motivos apresentados estão a demissão de 68 funcionários, ocorridas desde março, e a abertura de uma sindicância contra quatro estudantes apontados pela polícia comunitária como fomentadores de uma manifestação ocorrida na praça de alimentação do campus Perdizes (zona oeste de São Paulo), no último dia 10 de agosto.
Na ocasião, estudantes teriam usado bandejas e talheres para fazer barulho e protestar contra o preço da comida, reivindicado bolsa-alimentação para alunos carentes, de acordo com a Afapuc.
Os alunos citados --dois de história e dois de economia-- são investigados por danificar os bens da universidade, retirar objetos do campus e perturbar trabalhos escolares ou administrativos, entre outros pontos.
Em entrevista à Folha Online, o vice-reitor comunitário, João Décio Passos, negou que tenha havido arbitrariedade e afirmou que há dados claros sobre as infrações cometidas durante o ato. Para ele, se tem alguém insatisfeito, "que recorra".
Segundo Passos, as demissões foram necessárias e "obedeceram a critérios claros como o enxugamento de setores e a readequação de funcionários". Ele diz que o setor mais problemático é o hospital de Sorocaba [100 km de São Paulo], "que tem um déficit de R$ 800 mil por mês".
Outra reclamação da comunidade trata das chamadas "reformas internas", que serviriam de argumento para a adoção unilateral de medidas. De acordo com Passos, elas têm como objetivo "manter a sustentabilidade da universidade".
Passos afirma que a PUC tem cerca de 1.400 funcionários e 22 mil alunos --além dos alunos de especialização e extensão.
Especial

