29/11/2005
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10h51
A animação foi contida. Os três pontos acima da nota de corte do processo seletivo anterior não pareciam ser o suficiente para que a vaga em medicina na USP estivesse assegurada.
A sensação de que a pontuação não era um bom resultado voltou quando a nota mínima da Fuvest 2005 --81 pontos, em medicina-- foi divulgada pela fundação.
Aliene Yayoi Ishihara Noda, 21, se conformou. Com o mesmo número de pontos que a nota de corte, a presença dela na segunda fase do vestibular estava praticamente descartada. No entanto foi surpreendida ao ver seu nome na relação de convocados para fazer a prova dissertativa.
"Como não esperava a aprovação, fui bem tranqüila, como se fosse treineira", afirmou. A estratégia surtiu efeito. Aliene passou a figurar entre os 0,6% dos candidatos que, mesmo não tendo um rendimento excelente na primeira fase, conseguiram uma vaga na USP.
Nesse meio tempo em que ainda não havia a certeza de estar na segunda fase, Aliene manteve o ritmo de estudo por conta das outras universidades nas quais iria concorrer. "Era a quarta vez que fazia vestibular. Já estava na hora de passar", desabafou a agora estudante de medicina.
O método é visto como o mais adequado pelos professores de cursinhos ouvidos pela Folha. "Se o aluno tiver rondado a nota de corte do ano anterior, é bom que ele continue estudando. Não dá para esperar sair a lista sem tomar providência nenhuma", afirmou o coordenador do Etapa, Carlos Eduardo Bindi.
A recomendação foi seguida por Bruce Ye Man Chow, 19, calouro de medicina. Sua pontuação foi de 84 pontos na Fuvest 2005, seis a mais que a nota de corte do ano anterior. "Estava confiante", disse. Mas, ao ligar para colegas que estavam concorrendo na mesma carreira, pressentiu que haveria uma acréscimo na nota mínima para aprovação.
"Sabia que iria aumentar, mas estava animado com meu resultado. Comecei a estudar muito mais", afirmou Bruce.
Embora o esforço dos estudantes antes mesmo de a nota de corte sair compense, o coordenador do Stockler Vestibulares, Almir Bunduki, destaca que o candidato deve controlar a ansiedade.
"É recomendável que procure relaxar, mas continue estudando. É um bom momento para fazer uma revisão, porque também pode ajudar em outros exames."
Era isso o que tinha em mente o hoje estudante de geografia da USP Fábio Custódio Costa, 20, na época em que contabilizou sua pontuação na Fuvest do ano passado. Com 58 pontos, dois a mais do que a nota de corte, ele aproveitou o período para se preparar para o vestibular da Unesp.
"Mesmo achando que poderia passar na USP, também mantive o ritmo para tentar um vaga em outra universidade", disse.
Segundo ele, a rotina até o dia da segunda fase foi densa. "Ouvi muita gente dizendo que quem passava perto do corte era melhor nem ir para a prova. Tinha de acreditar em mim mesmo."
Para isso Fábio teve de superar um desânimo inicial com seu desempenho na primeira fase. Ele fazia a Fuvest pela segunda vez. Na primeira, marcou 60 pontos. Na segunda, anotou 58. "Isso foi algo ruim de ultrapassar porque é difícil de entender que foi um ano a mais de cursinho para tirar uma nota inferior", afirmou.
A "desvantagem" teria de ser compensada em mais estudo. Foi o que fez. "Passei o Ano Novo e o Carnaval estudando bastante."
De acordo com Bindi, o fato de um estudante ter passado com a nota mínima mostra que, por mais complicado que seja, ainda há chances de passar.
"Ficar em cima do corte é mais complicado, o candidato vai ter de se dedicar muito mais", diz o coordenador do Anglo, Alberto Francisco do Nascimento.
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da Folha de S.PauloA animação foi contida. Os três pontos acima da nota de corte do processo seletivo anterior não pareciam ser o suficiente para que a vaga em medicina na USP estivesse assegurada.
A sensação de que a pontuação não era um bom resultado voltou quando a nota mínima da Fuvest 2005 --81 pontos, em medicina-- foi divulgada pela fundação.
Aliene Yayoi Ishihara Noda, 21, se conformou. Com o mesmo número de pontos que a nota de corte, a presença dela na segunda fase do vestibular estava praticamente descartada. No entanto foi surpreendida ao ver seu nome na relação de convocados para fazer a prova dissertativa.
"Como não esperava a aprovação, fui bem tranqüila, como se fosse treineira", afirmou. A estratégia surtiu efeito. Aliene passou a figurar entre os 0,6% dos candidatos que, mesmo não tendo um rendimento excelente na primeira fase, conseguiram uma vaga na USP.
Nesse meio tempo em que ainda não havia a certeza de estar na segunda fase, Aliene manteve o ritmo de estudo por conta das outras universidades nas quais iria concorrer. "Era a quarta vez que fazia vestibular. Já estava na hora de passar", desabafou a agora estudante de medicina.
O método é visto como o mais adequado pelos professores de cursinhos ouvidos pela Folha. "Se o aluno tiver rondado a nota de corte do ano anterior, é bom que ele continue estudando. Não dá para esperar sair a lista sem tomar providência nenhuma", afirmou o coordenador do Etapa, Carlos Eduardo Bindi.
A recomendação foi seguida por Bruce Ye Man Chow, 19, calouro de medicina. Sua pontuação foi de 84 pontos na Fuvest 2005, seis a mais que a nota de corte do ano anterior. "Estava confiante", disse. Mas, ao ligar para colegas que estavam concorrendo na mesma carreira, pressentiu que haveria uma acréscimo na nota mínima para aprovação.
"Sabia que iria aumentar, mas estava animado com meu resultado. Comecei a estudar muito mais", afirmou Bruce.
Embora o esforço dos estudantes antes mesmo de a nota de corte sair compense, o coordenador do Stockler Vestibulares, Almir Bunduki, destaca que o candidato deve controlar a ansiedade.
"É recomendável que procure relaxar, mas continue estudando. É um bom momento para fazer uma revisão, porque também pode ajudar em outros exames."
Era isso o que tinha em mente o hoje estudante de geografia da USP Fábio Custódio Costa, 20, na época em que contabilizou sua pontuação na Fuvest do ano passado. Com 58 pontos, dois a mais do que a nota de corte, ele aproveitou o período para se preparar para o vestibular da Unesp.
"Mesmo achando que poderia passar na USP, também mantive o ritmo para tentar um vaga em outra universidade", disse.
Segundo ele, a rotina até o dia da segunda fase foi densa. "Ouvi muita gente dizendo que quem passava perto do corte era melhor nem ir para a prova. Tinha de acreditar em mim mesmo."
Para isso Fábio teve de superar um desânimo inicial com seu desempenho na primeira fase. Ele fazia a Fuvest pela segunda vez. Na primeira, marcou 60 pontos. Na segunda, anotou 58. "Isso foi algo ruim de ultrapassar porque é difícil de entender que foi um ano a mais de cursinho para tirar uma nota inferior", afirmou.
A "desvantagem" teria de ser compensada em mais estudo. Foi o que fez. "Passei o Ano Novo e o Carnaval estudando bastante."
De acordo com Bindi, o fato de um estudante ter passado com a nota mínima mostra que, por mais complicado que seja, ainda há chances de passar.
"Ficar em cima do corte é mais complicado, o candidato vai ter de se dedicar muito mais", diz o coordenador do Anglo, Alberto Francisco do Nascimento.
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