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28/12/2005 - 09h31

Professores da PUC aceitam cortar salário para evitar demissões

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FÁBIO TAKAHASHI
da Folha de S.Paulo

Os professores da PUC-SP decidiram ontem, em assembléia, aceitar a redução de seus salários para evitar novas demissões na instituição, que precisa diminuir a folha de pagamento em 20% até fevereiro de 2006.

A universidade, uma das mais tradicionais de São Paulo, passa por uma grave crise financeira. Ela contraiu, em agosto deste ano, um empréstimo de R$ 82 milhões junto ao Bradesco e ao ABN Amro para pagar dívidas com outras 14 instituições, diminuindo, assim, os juros pagos.
Agora, os dois bancos exigem que a PUC acabe com seu déficit mensal, de R$ 4 milhões.

Na assembléia, os professores aprovaram a proposta de reduzir o pagamento de benefícios, como o adicional por tempo de serviço. Também aceitam postergar o pagamento de um aumento de 7,25% que deveria ter sido pago em março deste ano.

"Acreditamos que seja possível chegar à meta sem demissões, utilizando apenas o redutor salarial", afirma o diretor da Apropuc (associação dos professores) Erson Martins de Oliveira.

A proposta já foi apresentada à reitoria. "Vimos um avanço na posição da Apropuc, por ela ter se mostrado de forma propositiva. Mas entendemos que não chegaremos à meta sem demissões", disse o chefe-de-gabinete, Guilherme Simões.

Redução

A reitoria já vinha tentando reduzir a folha de pagamento dos professores, com o aumento da carga de trabalho. Por conta disso, ocorreram as primeiras demissões --84 estão em curso, sendo que 44 aderiram voluntariamente. A universidade possui cerca de 1.900 professores e 22 mil alunos.

A medida, porém, resultou em corte de apenas 10% da folha. A projeção foi rejeitada pelos bancos. A situação fez com que dom Cláudio Hummes, que ocupa o maior posto da PUC e é fiador da dívida, cogitasse a hipótese de fazer uma intervenção na universidade, tirando poderes administrativos da reitora, Maura Véras.

Por isso, Verás anunciou na semana passada, com o apoio do Conselho Universitário (principal instância da PUC), que teria de aumentar o corte, para se chegar aos 20% --provocando, assim, mais demissões de docentes.

Especial
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