31/01/2006
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11h39
O juiz Joel Teixeira, da 30ª Vara Criminal do Rio, concedeu no início da noite de segunda-feira (30) a liberdade ao baiano Antonio Luiz de Argolo Filho, 23, preso em flagrante no último dia 29 com um celular escondido na palmilha de seu sapato durante o vestibular de medicina da Universidade Gama Filho.
O juiz concedeu o relaxamento de prisão mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 4.000. No dia do vestibular, outros três estudantes também foram presos suspeitos de participação no esquema de fraude.
Pedido semelhante --de relaxamento de prisão-- foi negado, na segunda-feira (30), à brasiliense Renata Bispo Arruda, 22. Os advogados alegaram que ela tem um filho de 1 ano, que requer sua presença.
Porém, para a juíza Rosa Maria Cirigliano Maneschy, do plantão judiciário, ela não apresentou requisitos básicos para a concessão do benefício como a comprovação de seu domicílio, atividade profissional ou matrícula em qualquer curso ou mesmo seu atestado de antecedentes criminais.
Esquema
O esquema foi desmontado a partir de uma informação do Disque-Denúncia. O delegado Luiz Antonio Ferreira explicou que três dos quatro estudantes foram abordados através do Orkut, página de relacionamentos da Internet.
Os criminosos analisavam o perfil dos usuários e entrava em contato quando encontrava pessoas com perfil adequado para o golpe. O acordo era fechado pelo telefone. A quadrilha teria cobrado entre R$ 10 mil e R$ 15 mil pela transmissão do gabarito do exame por meio de mensagens de texto. A polícia ainda não sabe quem são os responsáveis pelo golpe.
Nenhum dos indiciados é do Rio. Jane Lopes Soares, 23, inclusive, morava em Rondônia e já era estudante do 5º período de medicina de uma faculdade da Bolívia. Todos foram indiciados por estelionato e, se condenados, poderão pegar até cinco anos de prisão.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre fraudes em vestibulares
Juiz concede liberdade a suspeito de fraudar vestibular de medicina
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da Folha OnlineO juiz Joel Teixeira, da 30ª Vara Criminal do Rio, concedeu no início da noite de segunda-feira (30) a liberdade ao baiano Antonio Luiz de Argolo Filho, 23, preso em flagrante no último dia 29 com um celular escondido na palmilha de seu sapato durante o vestibular de medicina da Universidade Gama Filho.
O juiz concedeu o relaxamento de prisão mediante o pagamento de fiança no valor de R$ 4.000. No dia do vestibular, outros três estudantes também foram presos suspeitos de participação no esquema de fraude.
Pedido semelhante --de relaxamento de prisão-- foi negado, na segunda-feira (30), à brasiliense Renata Bispo Arruda, 22. Os advogados alegaram que ela tem um filho de 1 ano, que requer sua presença.
Porém, para a juíza Rosa Maria Cirigliano Maneschy, do plantão judiciário, ela não apresentou requisitos básicos para a concessão do benefício como a comprovação de seu domicílio, atividade profissional ou matrícula em qualquer curso ou mesmo seu atestado de antecedentes criminais.
Esquema
O esquema foi desmontado a partir de uma informação do Disque-Denúncia. O delegado Luiz Antonio Ferreira explicou que três dos quatro estudantes foram abordados através do Orkut, página de relacionamentos da Internet.
Os criminosos analisavam o perfil dos usuários e entrava em contato quando encontrava pessoas com perfil adequado para o golpe. O acordo era fechado pelo telefone. A quadrilha teria cobrado entre R$ 10 mil e R$ 15 mil pela transmissão do gabarito do exame por meio de mensagens de texto. A polícia ainda não sabe quem são os responsáveis pelo golpe.
Nenhum dos indiciados é do Rio. Jane Lopes Soares, 23, inclusive, morava em Rondônia e já era estudante do 5º período de medicina de uma faculdade da Bolívia. Todos foram indiciados por estelionato e, se condenados, poderão pegar até cinco anos de prisão.
Especial


