02/03/2006
-
21h36
da Agência Folha, em Porto Alegre
O Ministério da Educação realizará uma reunião interna na próxima segunda-feira, em Brasília, para definir estratégias que sirvam como forma de ajuda para a "solvência" da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. A universidade católica passa por grave crise financeira, que culminou com a demissão de professores e funcionários.
Antes, por meio do cardeal dom Cláudio Hummes, foi feita uma alteração na formação da Fundação São Paulo, que é a mantenedora da PUC-SP, para que a igreja administre a crise e liqüide o déficit mensal de R$ 4,3 milhões da instituição, uma exigência dos bancos credores da universidade.
Não se descarta, porém, a possibilidade de algum financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), mas uma eventual federalização nem sequer foi cogitada ou pedida.
As informações foram repassada à Folha ontem pelo ministro interino da Educação, Jairo Jorge, que esteve em Porto Alegre.
"Dom Cláudio [Hummes, arcebispo de São Paulo] fez uma solicitação, e o presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] nos pediu para analisar o caso. Sem dúvida, essa situação da PUC-SP exige soluções. Na segunda, teremos uma reunião que marcamos hoje para tratar desse assunto, para discutirmos uma forma de apoio. Trata-se de uma crise recuperável. Temos de fazer esforços para a PUC-SP se tornar solvente", disse Jairo Jorge.
De acordo com o ministro interino, o pedido de ajuda feito pelo cardeal "é um apelo sensível e correto". "Vamos conversar para ver ainda que formas há para ajudarmos. Tudo é incipiente, ainda. É prematuro já falar em soluções." Questionado se uma possível solução passaria por um financiamento do BNDES, Jairo Jorge admitiu a possibilidade: "Sim, é possível".
Jairo Jorge define a PUC-SP como uma instituição sólida, de tradição e grande potencial humano e técnico para superar o momento de crise. Essas características, segundo ele, ajudam o governo a assumir algum tipo de compromisso para ajudá-la.
Leia mais
Prestígio da PUC permanece apesar de problemas, avalia jornalista
Confira a íntegra do bate-papo com o jornalista Fábio Takahashi
Ação da igreja na PUC continuará, diz reitora
Especial
Veja como foram os bate-papos anteriores
Leia o que já foi publicado sobre demissões na PUC
MEC estuda ajudar PUC-SP e cogita financiamento do BNDES
Publicidade
LÉO GERCHMANNda Agência Folha, em Porto Alegre
O Ministério da Educação realizará uma reunião interna na próxima segunda-feira, em Brasília, para definir estratégias que sirvam como forma de ajuda para a "solvência" da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. A universidade católica passa por grave crise financeira, que culminou com a demissão de professores e funcionários.
Antes, por meio do cardeal dom Cláudio Hummes, foi feita uma alteração na formação da Fundação São Paulo, que é a mantenedora da PUC-SP, para que a igreja administre a crise e liqüide o déficit mensal de R$ 4,3 milhões da instituição, uma exigência dos bancos credores da universidade.
Não se descarta, porém, a possibilidade de algum financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), mas uma eventual federalização nem sequer foi cogitada ou pedida.
As informações foram repassada à Folha ontem pelo ministro interino da Educação, Jairo Jorge, que esteve em Porto Alegre.
"Dom Cláudio [Hummes, arcebispo de São Paulo] fez uma solicitação, e o presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] nos pediu para analisar o caso. Sem dúvida, essa situação da PUC-SP exige soluções. Na segunda, teremos uma reunião que marcamos hoje para tratar desse assunto, para discutirmos uma forma de apoio. Trata-se de uma crise recuperável. Temos de fazer esforços para a PUC-SP se tornar solvente", disse Jairo Jorge.
De acordo com o ministro interino, o pedido de ajuda feito pelo cardeal "é um apelo sensível e correto". "Vamos conversar para ver ainda que formas há para ajudarmos. Tudo é incipiente, ainda. É prematuro já falar em soluções." Questionado se uma possível solução passaria por um financiamento do BNDES, Jairo Jorge admitiu a possibilidade: "Sim, é possível".
Jairo Jorge define a PUC-SP como uma instituição sólida, de tradição e grande potencial humano e técnico para superar o momento de crise. Essas características, segundo ele, ajudam o governo a assumir algum tipo de compromisso para ajudá-la.
Leia mais
Especial

