14/11/2006
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22h27
O Tribunal de Justiça de São Paulo acatou pedido da professora Maria Araújo Sadala e determinou a anulação de concurso público realizado em 1998 para a contratação de docente da Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto (314 km a norte de São Paulo).
A defesa de Sadala alegou que o concurso adotou a entrevista com os candidatos como critério eliminatório para a contratação. O concurso teve duas concorrentes, e Sadala exibia o melhor currículo e teve melhor desempenho nas provas didática e escrita no processo em que sua concorrente, Cléa Regina de Oliveira Ribeiro, ficou com a vaga.
"Nenhum concurso público pode ter critérios subjetivos na seleção", afirmou Abrahão Issa Neto, advogado de Maria Lúcia. As provas foram compostas de quatro etapas --avaliação de currículo (peso 3), prova didática (peso 2), prova escrita (peso 2) e a entrevista (peso 3).
Segundo Sebastião Sérgio da Silveira, promotor da Cidadania de Ribeirão, pelo menos 20 ações similares contra a USP foram elaboradas pelo Ministério Público neste ano. "Faz um ano que a universidade suspendeu a entrevista como critério de seleção, de tão comum que é esse tipo de questionamento", afirmou. O promotor disse que muitas ações são extintas antes mesmo do julgamento porque a própria universidade se antecipa e cancela o concurso.
A decisão do TJ ainda não foi publicada no "Diário Oficial" do Estado --a USP pode recorrer no próprio tribunal, já que a decisão não foi unânime entre os desembargadores. Segundo a assessoria da universidade, a Escola de Enfermagem não foi notificada da decisão.
A professora Cléa Ribeiro, que ficou com a vaga, está na Espanha fazendo seu pós-doutorado e disse, por e-mail, que vai aguardar manifestação da USP para se pronunciar sobre o caso.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre a concursos públicos
TJ anula concurso da USP que usou entrevista como critério
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da Folha RibeirãoO Tribunal de Justiça de São Paulo acatou pedido da professora Maria Araújo Sadala e determinou a anulação de concurso público realizado em 1998 para a contratação de docente da Escola de Enfermagem da USP de Ribeirão Preto (314 km a norte de São Paulo).
A defesa de Sadala alegou que o concurso adotou a entrevista com os candidatos como critério eliminatório para a contratação. O concurso teve duas concorrentes, e Sadala exibia o melhor currículo e teve melhor desempenho nas provas didática e escrita no processo em que sua concorrente, Cléa Regina de Oliveira Ribeiro, ficou com a vaga.
"Nenhum concurso público pode ter critérios subjetivos na seleção", afirmou Abrahão Issa Neto, advogado de Maria Lúcia. As provas foram compostas de quatro etapas --avaliação de currículo (peso 3), prova didática (peso 2), prova escrita (peso 2) e a entrevista (peso 3).
Segundo Sebastião Sérgio da Silveira, promotor da Cidadania de Ribeirão, pelo menos 20 ações similares contra a USP foram elaboradas pelo Ministério Público neste ano. "Faz um ano que a universidade suspendeu a entrevista como critério de seleção, de tão comum que é esse tipo de questionamento", afirmou. O promotor disse que muitas ações são extintas antes mesmo do julgamento porque a própria universidade se antecipa e cancela o concurso.
A decisão do TJ ainda não foi publicada no "Diário Oficial" do Estado --a USP pode recorrer no próprio tribunal, já que a decisão não foi unânime entre os desembargadores. Segundo a assessoria da universidade, a Escola de Enfermagem não foi notificada da decisão.
A professora Cléa Ribeiro, que ficou com a vaga, está na Espanha fazendo seu pós-doutorado e disse, por e-mail, que vai aguardar manifestação da USP para se pronunciar sobre o caso.
Especial


