27/11/2006
-
09h44
A falta de direitos trabalhistas gera insegurança, dizem professores cooperados. "Você sabe que não pode ficar doente, pois só recebe por aula dada", afirma um docente de ciências da computação da Faculdade Sumaré --alguns professores não quiseram ser identificados para evitar retaliações.
"Como não temos outra opção, nos sujeitamos a isso. É a força do mercado", diz uma docente de ciências contábeis da mesma instituição. "Sem garantia, o emprego vira um bico. E todos pulam fora na primeira chance", afirma um professor de ciências da computação da Faculdade Drummond, que tem dois campi na zona leste.
Além dessas dificuldades, o professor de sociologia José Renato de Campos Araújo, 37, enfrentou outro problema quando quis se informar sobre a cooperativa da qual participava na Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista). Ele conta que foi demitido logo após solicitar dados como a composição da entidade e o seu balanço financeiro.
"Ao final do semestre, o coordenador do curso me disse que eu teria mais aulas no próximo ano. Mas, logo depois que pedi essas informações, fui desligado", diz ele, hoje docente da USP. "Em seis meses lá, não soube nada da cooperativa." A assessoria da Fiap não se manifestou sobre o caso.
Professor de direito da Faculdade Drummond, Antônio Carlos Pereira, 50, discorda dessas críticas --ele é cooperado há cinco anos. "Uma das grandes vantagens da cooperativa é que sou sócio da entidade, e não apenas empregado."
Leia mais
Em crise, escolas terceirizam professor
Cooperativas dizem que terceirização beneficia docentes
Especialistas apontam riscos no sistema
Especial
Leia o que já foi publicado sobre escolas particulares
Ausência de direitos trabalhistas traz insegurança a terceirizados
Publicidade
da Folha de S.PauloA falta de direitos trabalhistas gera insegurança, dizem professores cooperados. "Você sabe que não pode ficar doente, pois só recebe por aula dada", afirma um docente de ciências da computação da Faculdade Sumaré --alguns professores não quiseram ser identificados para evitar retaliações.
"Como não temos outra opção, nos sujeitamos a isso. É a força do mercado", diz uma docente de ciências contábeis da mesma instituição. "Sem garantia, o emprego vira um bico. E todos pulam fora na primeira chance", afirma um professor de ciências da computação da Faculdade Drummond, que tem dois campi na zona leste.
Além dessas dificuldades, o professor de sociologia José Renato de Campos Araújo, 37, enfrentou outro problema quando quis se informar sobre a cooperativa da qual participava na Fiap (Faculdade de Informática e Administração Paulista). Ele conta que foi demitido logo após solicitar dados como a composição da entidade e o seu balanço financeiro.
"Ao final do semestre, o coordenador do curso me disse que eu teria mais aulas no próximo ano. Mas, logo depois que pedi essas informações, fui desligado", diz ele, hoje docente da USP. "Em seis meses lá, não soube nada da cooperativa." A assessoria da Fiap não se manifestou sobre o caso.
Professor de direito da Faculdade Drummond, Antônio Carlos Pereira, 50, discorda dessas críticas --ele é cooperado há cinco anos. "Uma das grandes vantagens da cooperativa é que sou sócio da entidade, e não apenas empregado."
Leia mais
Especial

