22/04/2007
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22h04
da Agência Folha
A partir desta segunda (23), 68 mil alunos ficarão fora da sala de aula em Pernambuco. O governador Eduardo Campos (PSB) assinou hoje decreto que interditou 72 escolas estaduais por risco de desabamento. A vistoria nos prédios começa hoje. As reformas custarão cerca de R$ 21 milhões. As obras devem ficar prontas entre 30 e 90 dias.
A medida foi tomada depois que um levantamento feito por uma empresa de engenharia, concluído na semana passada, constatou que as 72 escolas apresentam graves problemas estruturais e estão sob risco iminente de desabar. Outras 275 estão em estado precário, segundo o levantamento.
"Nesses 72 prédios, havia a possibilidade de o teto desabar sobre os alunos. O decreto de estado de emergência visa preservar a integridade física dos alunos", disse o secretário da Educação, Danilo Cabral.
Pernambuco tem 1.105 escolas estaduais e cerca de 1 milhão de alunos nos ensinos fundamental e médio.
Segundo o governo, desde o início do ano, os tetos de seis escolas --três na região metropolitana e três no interior-- desmoronaram por problemas na estrutura e por causa do excesso de chuva. Ninguém se feriu.
Institutos de meteorologia consultados pelo governo prevêem chuva forte para os próximos três meses, com precipitação de cerca de 1.000 mm na Zona da Mata pernambucana e na região de Recife. Deve chover cerca de 380 mm por mês, sendo que a média para os meses de inverno é de 350 mm.
Reposição
Campos e Cabral se reuniram ontem com representantes do CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, do Sinduscom (Sindicato da Indústria da Construção Civil), do Sintepe (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco), da Uespe (União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco) e com associações de pais.
Na reunião, todas as entidades concordaram com a suspensão das aulas "por conta da situação" e formaram comissões para reformular o calendário escolar.
De acordo com Cabral, nas escolas em que as obras durarem 30 dias, os alunos deverão ter as aulas repostas aos finais de semana ou nas férias escolares de julho, "conforme decidir a comissão de cada escola".
Nas demais escolas, onde a reforma pode durar até 90 dias, os alunos devem ser remanejados para escolas municipais e outros espaços cedidos pelos municípios ou locados pelo governo estadual.
Quando a avaliação das 72 escolas terminar, comissões farão vistoria nos outros 275 prédios que apresentam problemas estruturais. "Havendo a necessidade de intervenção [nas 275 escolas], as comissões vão nos orientar se devemos interditar ou não", disse Cabral.
Especial
Leia o que já foi publicado sobre escolas de Pernambuco
Governo interdita 72 escolas com risco de desabamento em PE
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CÍNTIA ACAYABAda Agência Folha
A partir desta segunda (23), 68 mil alunos ficarão fora da sala de aula em Pernambuco. O governador Eduardo Campos (PSB) assinou hoje decreto que interditou 72 escolas estaduais por risco de desabamento. A vistoria nos prédios começa hoje. As reformas custarão cerca de R$ 21 milhões. As obras devem ficar prontas entre 30 e 90 dias.
A medida foi tomada depois que um levantamento feito por uma empresa de engenharia, concluído na semana passada, constatou que as 72 escolas apresentam graves problemas estruturais e estão sob risco iminente de desabar. Outras 275 estão em estado precário, segundo o levantamento.
"Nesses 72 prédios, havia a possibilidade de o teto desabar sobre os alunos. O decreto de estado de emergência visa preservar a integridade física dos alunos", disse o secretário da Educação, Danilo Cabral.
Pernambuco tem 1.105 escolas estaduais e cerca de 1 milhão de alunos nos ensinos fundamental e médio.
Segundo o governo, desde o início do ano, os tetos de seis escolas --três na região metropolitana e três no interior-- desmoronaram por problemas na estrutura e por causa do excesso de chuva. Ninguém se feriu.
Institutos de meteorologia consultados pelo governo prevêem chuva forte para os próximos três meses, com precipitação de cerca de 1.000 mm na Zona da Mata pernambucana e na região de Recife. Deve chover cerca de 380 mm por mês, sendo que a média para os meses de inverno é de 350 mm.
Reposição
Campos e Cabral se reuniram ontem com representantes do CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia), do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil, do Sinduscom (Sindicato da Indústria da Construção Civil), do Sintepe (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Pernambuco), da Uespe (União dos Estudantes Secundaristas de Pernambuco) e com associações de pais.
Na reunião, todas as entidades concordaram com a suspensão das aulas "por conta da situação" e formaram comissões para reformular o calendário escolar.
De acordo com Cabral, nas escolas em que as obras durarem 30 dias, os alunos deverão ter as aulas repostas aos finais de semana ou nas férias escolares de julho, "conforme decidir a comissão de cada escola".
Nas demais escolas, onde a reforma pode durar até 90 dias, os alunos devem ser remanejados para escolas municipais e outros espaços cedidos pelos municípios ou locados pelo governo estadual.
Quando a avaliação das 72 escolas terminar, comissões farão vistoria nos outros 275 prédios que apresentam problemas estruturais. "Havendo a necessidade de intervenção [nas 275 escolas], as comissões vão nos orientar se devemos interditar ou não", disse Cabral.
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