Educação
24/05/2007 - 22h01

Estudantes da USP discutem ocupação e decretos com secretário

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da Folha Online

Estudantes que participaram da invasão da reitoria da USP e funcionários da universidade estão reunidos desde as 19h desta quinta-feira com o secretário da Justiça de São Paulo, Luiz Antonio Guimarães Marrey. Eles discutem as reivindicações e críticas aos decretos do governador José Serra (PSDB) para o ensino superior.

Também participam do encontro integrantes de entidades de direitos humanos, do Ministério Público e da Defensoria Pública.

A reitoria está ocupada por estudantes desde o dia 3 deste mês. Os alunos dizem que pretendem continuar no prédio e dizem que vão realizar uma "resistência pacífica" ao Comando de Policiamento de Choque da PM, que prepara uma ação para a retirada dos ocupantes. Na quarta (23), disseram que preparariam rosas de papel crepom para enfrentar uma possível intervenção policial.

A desocupação do prédio foi determinada pela Justiça no dia 16. Na ocasião, um oficial de Justiça tentou entregar o documento aos manifestantes, mas não conseguiu. A Polícia Militar, então, foi acionada para planejar uma ação no local.

Os preparativos começaram na sexta (18), e o coronel Joviano Conceição Lima, comandante do Policiamento de Choque da PM, disse que faria uma reunião com os alunos nesta quinta para dar detalhes técnicos sobre a ação. Procurado pela Folha Online na quarta e nesta quinta, o coronel não atendeu aos telefonemas ou retornou recados deixados.

A Polícia Militar não informou o horário para a realização da ação ou se a reintegração de posse ocorrerá nesta quinta-feira, como previsto.

Liminar

A liminar da 13ª Vara da Fazenda Pública que proíbe atos ou protestos que causem transtornos e perturbações no campus prevê multa diária de R$ 1.000 para a unidade que descumprir a determinação.

O pedido foi feito pela USP contra o Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo) --mas se estende aos alunos. Os estudantes anunciaram que vão recorrer.

O diretor do Sintusp Magno Carvalho considerou 'absurda' a decisão da Justiça e disse esperar que ocorra nova negociação com a reitoria. Procurada pela reportagem, a reitoria informou que buscou na Justiça uma forma de punir os manifestantes, uma vez que não poderia impedir os atos na Cidade Universitária.

Advogados consultados pela reportagem afirmam que a liminar obtida pela reitoria serviria, em tese, para reforçar o posicionamento de ilegalidade na ocupação do prédio.

 

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