Fies deve superar a marca de 200 mil alunos atendidos até 2002
da Folha OnlineO programa de financiamento estudantil do Ministério da Educação, Fies, pretende atender mais de 200 alunos até 2002. A expectativa é do diretor do Fies, Antonio Floriano Pesaro, que planeja contar com a adesão de cerca de 1.200 instituições particulares de ensino, "quase a totalidade das universidades e faculdades privadas brasileiras", de acordo com Pesaro. Atualmente, mais de 124 mil estudantes e aproximadamente 700 instituições de ensino participam do Fies.
Segundo Leonel Cunha, coordenador financeiro do programa, desde que foi implantado, no segundo semestre de 1999, R$ 408 milhões foram investidos no Fies. Desse total, R$ 206 milhões são recursos provenientes das loterias promovidas pela Caixa Econômica Federal, que revertem 30% de sua arrecadação líqüida para o financiamento. Para 2001, o governo pretende aplicar R$ 590 milhões no programa, além das verbas dos jogos da CEF.
Segundo Floriano Pesaro, em 2001, além do financiamento aos universitários, o Fies pretende também colaborar na inserção dos estudantes no mercado de trabalho. "É parte da nossa responsabilidade colocar esses jovens no mercado", disse o diretor do programa. "'Temos um interesse direto nisso, já que empregados eles têm mais condições de saldar o financiamento", disse.
O Fies assinou uma parceria com o Ciee (Centro de Integração Empresa-Escola) que prevê a oferta de cursos gratuitos de informática, inglês, espanhol, formação de empreendedores entre outros, para os alunos participantes do programa. Além disso, esses universitários têm preferência nas indicações que o Ciee faz para as empresas que têm vagas abertas para estagiários e até efetivos.
Além do Ciee, a direção do Fies estuda outros convênios e parcerias com entidades como sindicatos patronais, federações de indústria e comércio, e grandes empresas, para a oferta de cursos profissionalizantes e de qualificação e até para a eventual contratação dos universitários. "O aluno do Fies tem um perfil característico, bastante vantajoso para as empresas", afirmou Pesaro.
"Ele é esforçado porque veio de uma família de baixa renda e conseguiu chegar até a universidade, um grande funil do sistema de ensino brasileiro; ele é responsável e disciplinado porque tem a obrigação de pagar os juros do financiamento a cada três meses e precisa organizar suas finanças para isso; ele é um bom aluno, porque só continua no Fies quem tiver um aproveitamento acadêmico de 75%; e, além de tudo isso, ele estuda em um curso bem avaliado pelo MEC, já que os cursos só podem integrar o programa se tiverem conceitos A, B e C no provão e CI na Avaliação das Condições de Oferta", explicou o diretor.
As informações da Agência PontoEDU.


