Estudantes enviam carta à reitora da USP sem citar propostas
da Folha Online
Os estudantes da USP (Universidade de São Paulo) que ocupam o prédio da reitoria desde o dia 3 de maio divulgaram na tarde desta quarta-feira uma carta aberta à reitora Suely Vilela pedindo que seja marcada uma reunião para discutir os pontos abordados em assembléia realizada na terça-feira (12).
A carta, no entanto, não detalha quais seriam as reivindicações dos alunos. A assessoria de imprensa da reitoria informou que a reitora recebeu, via e-mail, a carta. Entretanto, em nota, a reitoria afirma não ter recebido as reivindicações dos ocupantes do prédio e que tomou conhecimento do seu conteúdo apenas por meio da mídia.
O informe cita ainda que na última reunião realizada com a comissão de estudantes e
funcionários, no dia 4 deste mês, foi solicitada à comissão que apresentasse proposta concreta sobre a desocupação do prédio, aprovada pela assembléia, com base nas discussões já ocorridas.
Procurado para comentar o assunto o integrante da comissão de imprensa da ocupação, Carlos Gimenez, afirmou, às 19h de hoje, que a comissão de negociação ainda não havia se posicionado a respeito.
Independente disso os alunos marcaram uma série de atividades até o próximo sábado (16). Na sexta (15), eles participam de um ato com saída prevista do Masp (Museu de Arte de São Paulo), às 14h, rumo à Secretaria de Ensino Superior, no centro.
Os alunos sustentam que o ato que reunirá --segundo informe constante no blog que mantêm na internet-- estudantes da USP, Unesp (Universidade Estadual Paulista), Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Fatec (Faculdade de Tecnologia), Etecs (Escolas Técnicas Estaduais do Centro Paula Souza) e servidores. No sábado acontece um encontro nacional dos estudantes, em frente ao prédio da reitoria ocupada.
Reivindicações
Embora não tenham enviado o conteúdo à reitora, em comunicado publicado no blog da ocupação, os alunos citam as quatro condicionantes definidas em assembléia e que, se atendidas, podem significar a desocupação; não serem punidos --assim como os funcionários-- pelo que consideram atividades políticas e de greve na ocupação; manutenção de todos os pontos da última contraproposta apresentada pela reitora; audiência pública para discutir o Inclusp (Programa de Inclusão Social da USP), já aprovado pelo CO (Conselho Universitário), e, por fim, eles querem o reconhecimento da legitimidade do 5º Congresso Geral da USP para discutir a estatuinte --alusivo à Constituinte, só que no caso da USP a intenção é reformular o estatuto vigente.
A retomada das negociações com a reitoria e a apresentação da contraproposta pode significar uma 'possível desocupação', cita ainda o comunicado veiculado no blog. Os alunos afirmam que só farão uma nova assembléia para decidir se desocupam ou não o prédio um dia após serem recebidos pela reitora.
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