Profissionais da educação e estudantes realizam ato na Paulista
CLAYTON FREITAS
da Folha Online
Integrantes da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e professores, estudantes e funcionários das universidades públicas paulistas --USP, Unesp e Unicamp-- realizam um ato no vão livre do Masp, na avenida Paulista (centro de São Paulo), na tarde desta sexta-feira. O ato reúne cerca de mil pessoas, segundo a PM (Polícia Militar). Para o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL), são 3.000.
Os professores da rede estadual estão em campanha salarial, e os professores, alunos e funcionários das universidades paulistas protestam contra os decretos do governador José Serra (PSDB), que, para os manifestantes, ameaça a autonomia universitária.
Os dois grupos reivindicam ainda o aumento da verba destinada à educação. Em 2006, o então governador Cláudio Lembo (DEM) vetou a elevação de 1% na receita para o setor --ela subiria de 30% para 31%. O ato desta sexta pede que Serra revogue a medida adotada por Lembo.
Os manifestantes começaram a chegar ao Masp às 12h. De acordo com a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), não havia registro de problemas no trânsito até as 15h, pois o grupo permanecia na calçada. Cerca de cem policiais monitoram a região. Não há registro de incidentes.
Ao menos dez ônibus levaram alunos da ocupação do prédio da reitoria da USP (Universidade de São Paulo), no Butantã (zona oeste), até a Paulista. Mais alunos da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) chegaram em quatro ônibus.
Ainda na tarde desta sexta, parte dos manifestantes ligados às universidades paulistas sairão em passeata da Paulista até a Secretaria de Ensino Superior, na rua Guaianases (Campos Elíseos, região central).
Os professores da Adusp (Associação dos Docentes da USP) não participarão da passeata. Na segunda-feira (11), eles decidiram em assembléia pôr fim à greve que durava 19 dias e retomaram as aulas na terça (12). Segundo o presidente da Adusp, César Minto, além de os docentes da USP estarem em um número reduzido, não foi decidido em assembléia que eles acompanhariam a passeata. "Não foi possível chamar uma nova assembléia."
Ele afirmou ainda que a insatisfação demonstrada pelos alunos da USP que ocupam a reitoria em relação à suspensão da greve por parte dos docentes é uma resposta natural, porque a iniciativa pode desanimar aqueles que ainda insistem em permanecer no prédio. Minto ressaltou, entretanto, que os professores respeitam as decisões das reuniões realizadas pelos alunos.
Leia mais
- Manifestantes e PM entram em confronto em SP; motoristas devem evitar região
- Estudantes enviam carta à reitora da USP sem citar propostas
- Estudantes da USP fazem assembléia e sinalizam desocupar reitoria
Especial

