Manifestantes chegam à sede de secretaria e gritam refrãos em SP
CLAYTON FREITAS
DIÓGENES MUNIZ
da Folha Online
Os estudantes, professores e funcionários de universidades públicas paulistas que iniciaram um protesto no vão livre do Masp, na avenida Paulista, seguiram em passeata em direção à Secretaria de Ensino Superior do Estado, na rua Guaianases (centro de São Paulo), onde chegaram por volta das 17h45. A segurança do prédio foi reforçada, e cerca de 70 policiais militares fazem um cordão humano ao redor do prédio.
A rua foi fechada entre a alameda Glete e a alameda Nothmann. Acompanhados de um carro de som e usando tambores, os manifestantes gritam "Pinotti [José Aristodemo Pinotti, secretário], cadê você? Eu vim aqui só para te ver'', e "Serra, presta atenção, hoje vai ter mais uma ocupação", em referência à ocupação da reitoria da USP, iniciada em 3 de maio.
O comandante do 7º Batalhão da PM (Polícia Militar), tenente-coronel Paulo Adriano Telhada, negou que o objetivo do reforço seja evitar uma eventual invasão ao prédio. No entanto, policiais que acompanham o protesto afirmam ter ouvido a possibilidade. Antes de chegar à secretaria, os organizadores foram procurados para comentar o assunto e negaram a intenção.
Ao dar instruções aos colegas que faziam fileira em frente à secretaria, um policial militar pediu: "Vamos ficar nestas faixas [entre a rua e a calçada] com a mão para trás. Se eles [manifestantes] forçarem, recuamos uma posição, para dentro da secretaria, e respondemos."
A interdição causada pela passeata --da Paulista até a rua Guaianases-- prejudicou o trânsito em toda a região. O índice de congestionamento medido pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) ficou em 143 km às 18h, acima dos 119 km de média para o horário.
Protesto
Os manifestantes começaram a se concentrar no vão livre do Masp, na Paulista, por volta das 12h. Às 15h50, parte deles iniciou a passeata. Com a avenida ocupada, houve confronto, e os policiais usaram spray de pimenta para conter o grupo.
O protesto é contra os decretos do governador José Serra (PSDB), que, para os manifestantes, ameaça a autonomia universitária.
O trânsito ficou ruim em toda a extensão do trajeto da passeata. Ruas próximas também foram afetadas.
De acordo com a corporação, o protesto reúne cerca de 2.000 pessoas. Para a Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), são 3.000 pessoas.
A Polícia Militar acompanha os manifestantes e monitora o trânsito também nas proximidades da secretaria, como na avenida Rio Branco, com homens em carros ou a pé.
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