Manifestantes ameaçam invadir prédio de Secretaria de Ensino Superior
CLAYTON FREITAS
da Folha Online
Os estudantes, professores e funcionários de universidades públicas paulistas que estão em frente à sede da Secretaria de Ensino Superior do Estado, na rua Guaianases (centro de São Paulo), ameaçam invadir o prédio caso a pasta não receba uma comissão de representantes dos manifestantes.
O grupo iniciou a manifestação no vão livre do Masp, na Paulista, e seguiu em passeata até a secretaria. Segundo a Polícia Militar, são cerca de 2.000 manifestantes. Para a Conlutas (Coordenação Nacional de Lutas), são 3.000 pessoas.
O diretor do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP), Magno de Carvalho, afirmou que a ocupação do prédio da reitoria da USP (Universidade de São Paulo), no dia 3 de maio deste ano, aconteceu sem um prévio aviso e ocorreu devido à negativa da direção da universidade em receber dos estudantes uma pauta de reivindicações.
"É bom lembrar que a ocupação se deu por conta de uma negativa da reitora [Suely Vilela] em participar de uma reunião. Espero que a PM não crie problema, que deixe o pessoal furioso e invada a secretaria também. Estamos aqui para entrar na secretaria, é um prédio público, queremos entrar para negociar", afirmou Magno.
De acordo com o diretor, a decisão de ir até a secretaria, para pedir a revogação dos decretos publicados no inicio do ano pelo governador José Serra (PSDB) --inclusive o que criou a secretaria--- se deu após um grupo também composto por estudantes, servidores e professores não conseguir realizar uma manifestação em frente ao Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi (zona oeste), no dia 31 de maio.
A PM continua no local e forma um cordão de isolamento de ao menos 70 homens impedindo a aproximação dos manifestantes do prédio. A rua Guaianases foi fechada entre a alameda Glete e a alameda Nothmann.
Protesto
Os manifestantes começaram a se concentrar no vão livre do Masp, na Paulista, por volta das 12h. Às 15h50, parte deles iniciou a passeata. Com a avenida ocupada, houve confronto, e os policiais usaram spray de pimenta para conter o grupo. O trânsito ficou ruim em toda a extensão do trajeto da passeata. Ruas próximas também foram afetadas.
O protesto é contra os decretos de Serra, que, para os manifestantes, ameaça a autonomia universitária.
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