Educação
24/08/2007 - 14h44

Faculdade de Direito da USP amanhece fechada em dia de protestos

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da Folha Online

O prédio da Faculdade de Direito da USP, no largo São Francisco (centro de São Paulo), amanheceu fechado nesta sexta-feira. De acordo com os seguranças, as aulas serão retomadas segunda (27).

Entre a tarde de terça (21) e a madrugada de quarta (22), o prédio ficou ocupado por cerca de 250 manifestantes que foram retirados pela Polícia Militar. Na manhã desta sexta, o grupo planejava realizar um ato de "repúdio ao uso da tropa de choque [da PM]" no combate à ocupação. O movimento acabou frustrado pelo fechamento do prédio.

No começo da tarde desta sexta, os manifestantes se reuniam na praça da Sé --onde ocorre manifestação organizada por professores da rede estadual. Mais tarde, eles seguirão para a rua Vergueiro, na zona sul, onde consideram haver uma concentração de instituições particulares de ensino superior.

No dia da invasão ao prédio da Faculdade de Direito, o diretor, João Grandino Rodas, disse, em carta, que pediu à PM para que reintegrasse o prédio devido à tentativa de "movimentos alheios a essa instituição" de "impedir a saída de alunos e professores". Para a PM, a ação foi calma. Para os estudantes, foi truculenta.

Não há registro de feridos nem de danos ao prédio, que é tombado.

Tanto a ocupação da Faculdade de Direito quanto o protesto desta sexta integram a agenda da Semana de Jornada de Lutas, movimento nacional promovido por 40 entidades, inclusive a UNE (União Nacional dos Estudantes), o MST (Movimento dos Sem-Terra) e o Diretório Central dos Estudantes da USP.

O movimento tem 18 reivindicações, entre elas a erradicação do analfabetismo e o aumento de vagas públicas nas universidades.

Professores

Uma manifestação paralela à realizada pelos estudantes ocorre nesta sexta em São Paulo. Os sindicatos de professores e funcionários realizam um ato na praça da Sé para pressionar o Estado por aumento salarial. O protesto ocorre mesmo após o anúncio de um pacote de medidas de valorização do profissional de educação.

Não está previsto que os professores seguirão com os manifestantes da Jornada de Lutas em passeata pela rua Vergueiro.

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