Educação
24/08/2007 - 16h56

Manifestantes protestam no centro de SP; ruas são interditadas

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da Folha Online

Manifestantes que participam de ato convocado por profissionais da rede estadual de ensino seguiram em passeata, na tarde desta sexta-feira, da praça da Sé para a praça da República (centro de São Paulo). O grupo começou a chegar ao local por volta das 16h30.

O protesto prejudica o trânsito em ruas da região central. A passeata passou pelas ruas Boa Vista, Libero Badaró, viaduto do Chá, praça Ramos, rua Conselheiro Crispiniano e avenida São João, até a praça da República. Às 16h50, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrava 98 km de congestionamento na cidade --12% dos 820 km de vias monitoradas.

O protesto convocado pelos professores --que reivindicam reajuste salarial-- começou no início da tarde. A expectativa da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) era reunir cerca de 30 mil pessoas. Segundo estimativa da Polícia Militar, entre 6.000 e 7.000 pessoas estiveram no local. Não há registro de incidentes.

Integrantes da Jornada Nacional de Lutas --organizada pela UNE (União Nacional dos Estudantes) e que conta com movimentos sociais e entidades de classe-- também participaram do protesto. Por volta das 15h30, os manifestantes ligados à Apeoesp seguiram para a República, onde fica a Secretaria de Estado da Educação.

Os estudantes afirmam que voltarão a se encontrar no início da noite na rua Vergueiro, em um protesto por melhorias nas faculdades privadas. De acordo com a UNE, a via foi escolhida por ser uma área que abriga várias universidades. O ato marca o fim da Jornada de Lutas, que começou na segunda-feira (20).

Jornada de Lutas

Estudantes e integrantes de movimentos sociais realizaram protestos em diferentes Estados, desde o início da semana. Em São Paulo, a ocupação da Faculdade de Direito da USP, no Largo São Francisco, terminou com a entrada no prédio da tropa de choque, da Polícia Militar, após pedido do diretor da faculdade, João Grandino.

Cerca de 200 pessoas que não deixaram o prédio com a chegada da polícia foram levadas para a delegacia para serem identificadas e liberadas em seguida.

Os manifestantes afirmaram que houve truculência da polícia. A PM rebateu, afirmando que apenas cumpriu o pedido do diretor, em uma ação considerada "calma".

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