Professor de SP ganha 39% menos que do Acre
da Folha Online
Reportagem publicada na edição desta segunda-feira da Folha de S.Paulo (íntegra disponível apenas para assinantes do jornal e do UOL) revela que os professores estaduais de São Paulo, em início de carreira, têm um salário 39% menor do que os do Acre. Enquanto um docente com formação superior e piso inicial de São Paulo ganha R$ 8,05 por hora, o colega acreano recebe R$ 13,16.
O Acre lidera a lista dos Estados que pagam melhor seus professores em início de carreira, seguido por Roraima, Tocantins, Alagoas e Mato Grosso. São Paulo vem em oitavo lugar. Pernambuco tem o pior salário. De acordo com a Folha, no Saeb (exame do MEC que avalia estudantes), na comparação entre 2003 e 2005, "o Acre foi onde as médias dos alunos de 4ª série mais evoluíram".
Em São Paulo, a situação se agrava se levado em conta o custo de vida. Um professor que trabalha 120 horas por mês (30 por semana) tem salário de R$ 966 e consegue comprar 4,9 cestas básicas. Já o do Acre recebe R$ 1.580 e compra 12,6. Ou seja, a diferença do salário/ poder de compra chega a 60%.
A secretária de Educação da gestão José Serra (PSDB), Maria Helena Guimarães de Castro, não deu entrevista sobre o assunto. Sua assessoria pediu que fosse procurada a Secretaria de Gestão, responsável pelos salários dos docentes. Esta também não se pronunciou.
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Especial


A luta pela valorização de nossa classe, se dará pela articulação com o poder insti´tuído e não por faláceas, ou utopias.
E fica um pensamento para reflexão...
"Se não puder ser hoje melhor do fui ontem, de que terá valido o amanhã"...
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-Investe mais em repressão do que em educação;
-Adota a "seleção adversa", pela baixa remuneração e preferência em contratação com requisitos de seleção que é motivo de piada. (Tal política existe desde a década de 80);
-Uma justificativa de que há ainda algum restício de qualidade é o fato de que na região sudeste há profissionais com boa formação e que aceitam as condições de trabalho.
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