Educação
29/11/2007 - 11h39

Tentar adequar escolas às famílias é bobagem, diz psicóloga

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da Folha Online
da Folha de S.Paulo

A psicóloga e consultora em educação Rosely Sayão disse nesta quinta-feira que acredita ser "uma grande bobagem" a tentativa das escolas que atendem a classe média de se adequar ao estilo de vida familiar. Para ela, a identificação completa entre família e escola restringe os contatos e a visão que a criança tem do mundo.

"Cada vez mais, as crianças ficam submetidas a um tipo de educação muito parecido", disse Sayão, que participa de sabatina promovida pela Folha, em São Paulo.

Segundo ela, foi nos anos 90 que as escolas começaram a se vender como uma "segunda casa". "Uma família já dá trabalho, imaginem duas."

Para a consultora em educação, porém, a tendência atual é concentrar as crianças em "clubes privados", o que tira da escola a tarefa de fazer a transição da vida familiar para a vida adulta, "onde a gente convive com todo mundo".

Evento

A sabatina, realizada no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, em São Paulo), começou por volta das 11h10. Por duas horas, ela responderá a perguntas de quatro entrevistadores e da platéia.

Rosely Sayão, colunista da Folha, escreve às quintas no caderno Equilíbrio. Ela é autora, entre outras obras, de "Sexo é Sexo" (Cia. das Letras) e "Como Educar Meu Filho?" (Publifolha).

Em seu blog, ela afirma que que adora "produzir conversas sobre a educação e a vida no mundo contemporâneo".

Segundo Sayão, o fato de ter começado a escrever a coluna "Sexo" no caderno semanal Folhateen fez com que muita gente a tomasse por sexóloga. "Mas não sou", diz. "A sexualidade funcionou como um bom pretexto para eu conversar com os leitores a respeito da vida."

Suas primeiras aparições em jornal se deram no extinto "Notícias Populares", em 1989. Ela escrevia uma coluna de orientação sexual chamada "Tudo sobre Sexo".

Consultora respeitada, Sayão não esconde as dificuldades por que passou para educar seus dois filhos: "Pensei que o fato de estudar educação e ser psicóloga me ajudaria no ofício de mãe. Qual o quê! A educadora e a psicóloga só me tomavam depois que as crianças estavam dormindo e, assim, só me permitia que eu soubesse tudo de errado que havia feito durante o dia, como qualquer mãe".

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