Educação
10/01/2008 - 18h10

Leia a íntegra do bate-papo com Alessandra Balles sobre a Fuvest

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da Folha Online

A jornalista Alessandra Balles, 33, coordenadora do caderno Fovest da Folha de S.Paulo, participou nesta quinta-feira de bate-papo sobre as provas da segunda fase da Fuvest e os principais vestibulares do país.

No total, 415 internautas participaram do bate-papo. O texto abaixo reproduz exatamente a maneira como os participantes digitaram suas perguntas e respostas.

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(05:01:24) Alessandra Balles: Olá, pessoal. Espero poder ajudar.

(05:02:08) carola fala para Alessandra Balles: oi alessandra, tudo bem? queria saber o balanço geral q vc faz do vestibular da fuvest este ano. Foi mais dificil q os anos anteriores?

(05:03:00) Alessandra Balles: Oi, Carola. Na avaliação dos professores de cursinho com quem conversamos nesta semana, o vestibular manteve o nível em relação aos anteriores. Nenhuma grande novidade ou problema.

(05:03:06) lalala fala para Alessandra Balles: Qual foi a prova mais difícil?

(05:04:03) Alessandra Balles: Ainda não vi a avaliação da prova de hoje, mas, tradicionalmente, os vestibulandos reclamam mais das provas de física de matemática.

(05:04:10) Mariana fala para Alessandra Balles: Olá, Alessandra! Vc acha que o vestibular esse ano foi mais seletivo?

(05:05:01) Alessandra Balles: Mariana, acho que não. Manteve a finalidade de selecionar os melhores alunos para uma das melhores universidades do país.

(05:05:11) cygnvs fala para Alessandra Balles: Olá, por favor, você acredita que a lista de livros pedida ano passado será mantida? Há alguma probabilidade de mudanças?

(05:06:10) Alessandra Balles: Cygnvs, geralmente a lista de livros muda a cada três anos. Então talvez haja alguma mudança para o próximo processo seletivo, com a inclusão ou retirada de alguma obra.

(05:06:19) lalala fala para Alessandra Balles: Existe um perfil dos candidatos aprovados? Os mais jovens costumam levar vantagem?

(05:07:44) Alessandra Balles: Lalala, a idade não é uma vantagem, digamos. O que acontece é que os mais jovens prestam mais o vestibular da Fuvest. Mas na hora de um desempate, por exemplo, o candidato mais velho tem prioridade, segundo o edital do vestibular.

(05:08:09) Bruno fala para Alessandra Balles: Boa tarde alessandra,gostaria d saber qual é o segredo para se dar bem em uma prova tão dificil como a Fuvest

(05:09:25) Alessandra Balles: Bruno, acho que não é segredo, mas organização. Desde o início da preparação é preciso sanar as dúvidas, resolver muitos exercícios, treinar o formato da prova. O ideal manter uma rotina de estudos desde o primeiro ano do ensino médio.

(05:09:33) Alvaro fala para Alessandra Balles: Alessandra, por que a FUVEST, diferente da Unicamp, não divulga um garabito da 2º fase?

(05:10:06) Alessandra Balles: Alvaro, é uma questão interna deles, com a qual também não concordo.

(05:10:15) tchurururu fala para Alessandra Balles: Com a unificação das listas de livros obrigatórios, melhorou a situação dos candidatos?

(05:10:55) Alessandra Balles: Tchurururu, unificar a lista foi uma das melhores decisões das universidades públicas paulistas. Hoje uma época em que os candidatos tinham de ler até 17 livros.

(05:11:12) Wellington-SJC fala para Alessandra Balles: Olá Alessandra (belo nome)... Como você acha que o fato de a primeira fase ter vindo um pouco mais fácil do que de costume, além do fato de o ENEM ter vindo praticamente de graça... pode influenciar nas notas mínimas para as convocações? A tendencia é de que aumenem muito?

(05:12:09) Alessandra Balles: Wellington, assim como as notas de corte aumentaram em 86 carreiras, imagino que as notas também subam na segunda fase. Mas, por enquanto, ainda não é possível saber com certeza.

(05:12:19) Mariana fala para Alessandra Balles: Como funciona a lista de espera? Todos que foram convocados para a segunda fase vão para a lista de espera ou há chance de nem irem?

(05:13:44) Alessandra Balles: A Fuvest não divulga uma lista. Ela vai fazendo as chamadas e há dias específicos para quem não foi convocado em nenhuma das listas declarar interesse pelas vagas remanescentes.

(05:13:44) lalala fala para Alessandra Balles: O que mais prejudica os candidatos na hora do exame?

(05:14:57) Alessandra Balles: lalala, o nervosismo é o que mais prejudica. Para evitá-lo, é preciso estudar bastante, para chegar mais seguro ao vestibular. Psicologicamente, também é necessário entender que não é o fim do mundo não ter sucesso.

(05:14:57) Nananina fala para Alessandra Balles: Na sua opinião, a duração da segunda fase (cinco dias) é apropriada? Não cansa demais os candidatos?

(05:15:28) Alessandra Balles: Nananina, como na Fuvest nem todos os candidatos fazem todas as provas da segunda fase, acaba não ficando tão pesado.

(05:15:34) Mariana fala para Alessandra Balles: E quanto a redação? Foi um tema esperado? Achou tranquilo?

(05:15:58) Alessandra Balles: Achei um tema tranquilo sim, apesar de não necessariamente "esperado".

(05:16:17) Obrigada De Nada fala para Alessandra Balles: Todos os anos, há diversos anos, a Fuvest tem o msm formato e td mundo estuda pra ir bem no msm formato. Isso não empobreve a educação?

(05:18:01) Alessandra Balles: A discussão é complexa. Principalmente porque o ensino médio acaba sendo voltado mais para o vestibular do que para a formação do estudante propriamente dita. Eu, pessoalmente, sou favorável a uma avaliação continuada, como já existe em algumas instituições. Mas, infelizmente, quem quer cursar uma universidade precisa se adequar ao tipo de exame que ela cobra.

(05:18:13) lalala fala para Alessandra Balles: Fazer Enem de olho na Fuvest ainda é bom negócio?

(05:19:34) Alessandra Balles: O Enem tornou-se um exame importante, já que sua nota entra na pontuação de universidades importantes como USP e Unicamp, que, neste ano, começou a levar em conta também a nota da Redação do Enem. Além disso, a nota do Enem é obrigatória para quem quer tentar uma vaga no Prouni.

(05:20:15) engenheiro =) fala para Alessandra Balles: alessandra,voce acha que a mudanca na POLI,entre concorrer apenas com candidatos do seu curso,vai mudar muito a nota necessaria para cada engenharia?

(05:21:39) Alessandra Balles: Engenheiro (!!), como é o primeiro ano da mudança, ainda não sabemos. Mas a mudança foi benéfica tanto para os candidatos quanto para os aprovados, que reclamavam muito por, muitas vezes, não conseguirem cursar a habilitação desejada.

(05:22:15) glenn fala para Alessandra Balles: Geralmente, um curso menos concorrido de uma área é ocupado por canditados às áreas mais concorridas. Qual a diferença em escolher o curso menos concorrido como primeira opção se existe essa possível "invasão" dos alunos que não atingiram a nota do curso mais concorrido?

(05:24:32) Alessandra Balles: Glenn, o melhor é sempre escolher o curso que você quer. Até porque a concorrência pode mudar de um ano para outro. Me lembro uma vez, no curso de biologia da Unesp, em que as concorrências entre o diurno e o noturno se inverteram totalmente de um ano para o outro. Quer dizer, as pessoas viram que a concorrência era mais baixa e se inscreveram, mas se deram mal.

(05:24:53) GusMenezes fala para Alessandra Balles: Alessandra, você concorda com o método de vestibular no Brasil? E com o método "seriado", um mini-vestibular no final de cada ano do ensino médio?

(05:25:39) Alessandra Balles: Gus, como eu disse anteriormente, pessoalmente eu acho a avaliação seriada mais justa e eficiente, mas ela ainda é usada por poucas instituições de ensino superior no país.

(05:25:39) raquel fala para Alessandra Balles: Você acha que para um candidato que não teve boa formação(escola pública, por. ex) tem chances de conseguir passar na Fuvest com o cursinho, e muita dedicação?

(05:27:04) Alessandra Balles: Raquel, é difícil falar hipoteticamente, mas acredito que é possível sim tentar sanar as deficiências de formação, com estudo e dedicação. O problema é que os cursinhos não formam, eles treinam os candidatos para os processos seletivos porque, teoricamente, todos os alunos já teriam de saber o conteúdo.

(05:27:10) Wellington-SJC fala para Alessandra Balles: Alessandra, quanto ao vestibular da Unicamp - Ouvi dizer que a primeira fase equivale a apenas 1/6 da nota total... tirei 71,47 (estou indo pra segunda fase com mais de 20 pontos de folga no meu curso - Eng. Mec.) mas com essa afirmação do peso da 1ª fase, minha nota pareceu bem menos relevante. A afirmação é correta? Se não, quais são os pesos da primeira e segundas fases na Unicamp? Obrigado!

(05:28:53) Alessandra Balles: Wellington, a segunda fase tem mesmo peso maior _e o peso é ainda maior nas disciplinas específicas para o seu curso.

(05:28:59) Marla Rodrigues fala para Alessandra Balles: Sendo a Fuvest um vestibular tão concorrido, pq ainda há pessoas que desistem na hora H, quero dizer, porque existe este número em torno de 6% de abstenção?

(05:30:35) Alessandra Balles: Marla, quando o candidato não paga a inscrição, algumas vezes ele se sente menos obrigado a fazer o vestibular, digamos assim. Outros, quando não se sentem preparados, preferem desistir antes mesmo de tentar.

(05:30:51) Nina fala para Alessandra Balles: Alessandra, muitas perguntas das provas de segunda fase de geografia são um pouco absurdas, você não acha? Temos que estudar taaantas coisas que não é fácil lembrar e cnseguir identificar exatamente onde estavam as duas hidrelétricas do rio madeira. O que voce me diz desse tipo de questão na prova de geografia?

(05:32:07) Alessandra Balles: Nina, as hidrelétricas do rio Madeira foram um assunto constante no noticiário em 2007, e cobrar atualidades é uma tradição das universidades públicas paulistas. É por isso que a gente sempre recomenda que o aluno leia jornais e revistas, para ficar por dentro do que acontece no seu ano de vestibular.

(05:32:31) REGIANE fala para Alessandra Balles: Na sua opinião, os cursinhos dão os subsídios necessários, em termos psicológicos, para que o aluno se saia bem no vestibular?

(05:32:55) Alessandra Balles: Para o Wellington: a nota final é calculada após uma fórmula matemática meio complicadinha na Unicamp. Então vale a pena aplicar sua nota à fórmula, que está no site deles, tá?

(05:33:14) max fala para Alessandra Balles: Alessandra, as notas de corte da primeira fase subiram bastante esse ano. Você acha que esse aumento se deve totalmente pela facilidade do enem e da prova desse ano ou os candidatos desse ano estavam um pouco mais bem preparados?

(05:33:44) Alessandra Balles: Regiane, muitos cursinhos se preocupam com o lado psicológico, com orientadores e psicólogos. Mas ainda acho que a ajuda da família e dos amigos é mais importante.

(05:33:44) Junior fala para Alessandra Balles: as provas de exatas foram mesmo consideradas mais pesadas em relãção às do ano passado?

(05:34:24) Alessandra Balles: Max, só é possível saber o grau de preparação dos candidatos após o resultado final. Então o nível da prova e do Enem foi o que mais influenciou a nota de corte sim.

(05:34:43) Witzel fala para Alessandra Balles: Boa tarde, este ano prestei bestibular para a USP e para a Unesp. Gostaria de saber o que a sra. acha da segunda universidade quando comparada à primeira. Quais são as vantaagens e desvantagens da UNESP em relação à Usp?

(05:34:55) Alessandra Balles: Para o Wellington: a nota final é calculada após uma fórmula matemática meio complicadinha na Unicamp. Então vale a pena aplicar sua nota à fórmula, que está no site deles, tá?

(05:35:13) Alessandra Balles: Junior, as provas de exatas, segundo os professores, estavam em um nível parecido ao dos outros anos _mas são sempre consideradas as mais pesadas, até porque são obrigatórias para cursos com grande concorrência, como engenharia.

(05:35:25) Silvio Dória fala para Alessandra Balles: Por quê não sairam as estatisticas desse ano da Fuvest??

(05:36:30) Alessandra Balles: Witzel, tanto USP quanto Unesp são ótimas universidades. Para saber qual é a melhor para você, é sempre bom conversar com alunos e profissionais formados por ela, ver a proximidade da sua casa, verificar qual a relevância do seu curso específico etc.

(05:36:30) Oi! fala para Alessandra Balles: Olá! Vc acha q alguma pergunta da segunda fase poderia ou deveria ser anulada?

(05:36:48) Alessandra Balles: Silvio, as estatísticas devem sair após a divulgação da lista.

(05:36:54) Ricardo fala para Alessandra Balles: É verdade que o vestibular do ITA é o mais difícil do Brasil?
(05:37:24) Alessandra Balles: Conversamos com professores de pelo menos três cursinhos todos os dias para avaliar as questões. Na segunda fase, nenhum deles encontrou problema nas questões.

(05:37:48) Alessandra Balles: Ricardo, por sua especificidade, podemos dizer que o ITA é o mais difícil sim.
(05:38:06) Bruno fala para Alessandra Balles: Dizem que a banca corretora de Português da Fuvest é uma das mais criteriosas quanto a correção... Isso procede?

(05:38:53) Alessandra Balles: Bruno, até onde a gente sabe, todas as bancas das universidades públicas de São Paulo são bastante criteriosas, o que é correto. E todas as provas são corrigidas por mais de uma pessoa.

(05:39:23) Álvaro fala para Alessandra Balles: Alessandra, os vestibulares na Am. do Norte e na Europa são muito diferentes dos daqui? O que poderíamos aprender ou seria bem aplicável no Brasil dos métodos de lá?

(05:41:03) Alessandra Balles: Álvaro, nestes lugares que você citou, o processo de seleção é muito diferente e pode variar até de instituição para instituição. O que poderíamos aplicar, na minha opinião, é que a maioria deles faz análise do histórico escolar antes de aceitar um aluno, quer dizer, leva em conta toda a vida educacional.

(05:41:03) Witzel fala para Alessandra Balles: O que você acha do tempo disponível? Ano passado fiz aprova de treineiro e n tive dificuldades para responder as questões de português, história e geografia, mas esse ano fiz matemática pela primeira vez e n consegui responder tudo

(05:42:42) Alessandra Balles: Witzel, a banca que faz as provas é bastante cuidadosa em relação ao nível das questões X tempo de prova. No seu caso, acho que a pressão de estar concorrendo para valer neste ano pode ter interferido no tempo que você demorou para responder às questões. Além disso, é meio complicado comparar as provas de história e geografia com a de matemática, por exemplo

(05:42:56) Alvaro fala para Alessandra Balles: A FUVEST prefere, na prova escrita, uma resposta mais completa ou mais bem dissertada?

(05:44:13) Alessandra Balles: Alvaro, não sei o que você quer dizer com "mais bem dissertada". As respostas têm de ser claras, e podem ser objetivas e concisas. Mas é bom lembrar que a banca examinadora está orientada a dar pontuações para as questões mesmo que elas não sejam respondidas 100% a contento.

(05:44:25) Débora fala para Alessandra Balles: Alessandra, a chance de um candidato que teve uma nota média na 1ª fase, em relação ao corte e a nota máxima, tem uma boa chance de ser aprovado, se o seu desempenho na 2ª fase também foi mediado? Tem muita gente que se aproxima da nota máxima, ou a maioria se concentra próxima ao corte? Existe essa estatística?

(05:45:38) Alessandra Balles: Débora, depende um pouco do curso que você está prestando. Mas, só para exemplificar, uma vez fizemos uma matéria no Fovest mostrando uma candidata que foi para a segunda fase com a nota mínima, mas teve desempenho bastante bom depois e foi aprovada em medicina.

(05:45:44) Alessandra Balles: Alvaro, não sei o que você quer dizer com "mais bem dissertada". As respostas têm de ser claras, e podem ser objetivas e concisas. Mas é bom lembrar que a banca examinadora está orientada a dar pontuações para as questões mesmo que elas não sejam respondidas 100% a contento.

(05:45:58) Mari43 fala para Alessandra Balles: Ola Alessanndra! É um prazer estar aqui!Sou Professora de Língua Portuguesa da rede pública estadual.Estive analisando a proposta de redaçõa da fuvest que trouxe para os candidatos um tema muito atual.MInha pergunta é quanto ao tipo de texto que é sempre exigiod dos canditados"dissertação".Qual sua opinião sobre essa exigente, visto que hoje temos uma infinidade de gêneros textuais?

(05:47:21) Alessandra Balles: Professora, acho que dissertação é o gênero ideal para medir o que as universidades querem de seus candidatos, apesar de a Unicamp abrir seu leque de opções.

(05:47:27) Mikus fala para Alessandra Balles: Boa Tarde!! Tenho 30 anos e vim de uma escola púlblica com ensino fraco,qual o caminho das pedras para im, o cursinho resolveria??? Obrigado

(05:47:39) Alessandra Balles: Professora, acho que dissertação é o gênero ideal para medir o que as universidades querem de seus candidatos, apesar de a Unicamp abrir seu leque de opções.

(05:48:51) Alessandra Balles: Mikus, um cursinho é uma boa opção. Lá haverá professores que lidam há anos com vestibular, colegas com os quais você poderá estudar, plantões de dúvidas e simulados. Mas nada disso vai adiantar se você não se dedicar bastante para compensar o ensino fraco que você afirma ter tido.

(05:48:57) Dijah fala para Alessandra Balles: Alessandra, vc nao ache que o espaço dado para a resoluçao das questoes sao muito limitados?

(05:50:00) Alessandra Balles: Dijah, como as instituições pedem respostas claras e objetivas, acho que o espaço é suficiente. Em uma linguagem popular, vamos dizer que o espaço reduzido ajuda a dizer ao candidato que não adianta enrolar.

(05:50:06) Mariana fala para Alessandra Balles: É o primeiro ano que passo pra segunda fase da Fuvest. Você acha q a inexperiência pode atrapalhar?

(05:51:18) Alessandra Balles: Mariana, a experiência pode contar sim. É por isso que a gente sempre recomenda que o aluno faça muitos simulados, inclusive treinando o tipo de prova em casa, com horário contado, para tentar se adaptar.

(05:51:36) carol fala para Alessandra Balles: A USP está realmente falindo? Para medicina ainda vale a pena fazer na USP?

(05:52:43) Alessandra Balles: Carol, a USP não está falindo não. E é ainda uma das melhores e mais respeitadas instituições brasileiras, inclusive fora do país. E vale a pena sim fazer medicina na USP que, além disso, conta com importante hospital universitária para a formação de seus alunos.

(05:52:49) Natália fala para Alessandra Balles: Alessandra, qual a sua opinião sobre cair na prova de bio perguntas como as do cadáver e a do Harry Potter?

(05:54:03) Alessandra Balles: Natália, acho que este tipo de questão é para tentar se aproximar do cotidiano do jovem. Mas não tem muito segredo, porque o conteúdo cobrado é sempre o mesmo. As questões podem mudar um pouco, incluir Harry Potter ou não, mas elas são elaboradas com o mesmo objetivo: medir o conhecimento do candidato

(05:54:42) e agora fala para Alessandra Balles: vc acha que a sorte é um fator de peso na fuvest? Vc acha que há possibilidades de uma pessoa, nao tao bem preparada, poderia conquistar uma vaga em curso com pouca concorrencia?

(05:56:08) Alessandra Balles: Sorte? Acho difícil. Talvez a pessoa tenha a "sorte" de ter acabado de revisar um conteúdo que acabou sendo cobrado, ou "chutou" alternativas corretas na primeira fase. Mas, mesmo assim, o que conta é a preparação... para "chutar", o candidato deve ter eliminado alternativas que ele sabia que não eram as corretas.

(05:56:40) CACA fala para Alessandra Balles: A Fuvest pode no proximo vestibular cobrar todas as materias na 2ª fase igual a Unicamp?

(05:57:25) Alessandra Balles: Caca, por enquanto, não estou sabendo de nenhuma mudança substancial em relação ao vestibular da Fuvest 2009. Mas, se houver mudança, com certeza elas serão divulgadas com bastante antecedência.

(05:57:43) Mariana fala para Alessandra Balles: Para você, qual a melhor forma de avaliação a respeito da disposição e da formulação das provas: Ufscar, Unesp, Unicamp ou Fuvest?

(05:58:13) Alessandra Balles: Eu prefiro a prova da Unicamp.

(05:58:28) Álvaro fala para Alessandra Balles: Alessandra, qual você acha que será a tendência das principais universidades públicas quanto à política de cotas (do tipo racial e do tipo "por renda", separadamente)?

(05:59:54) Alessandra Balles: Álvaro, a tendência são ações afirmativas, diferentes de cotas. Por exemplo, a Fuvest dá bônus para alunos de escolas públicas isso é ação afirmativa. A Unifesp reserva vagas extras para alunos negros de escolas públicas isso é cota. Mas a tendência, na minha opinião, é a ênfase no aluno de escola pública.

(06:00:33) Alessandra Balles: Pessoal, obrigada por terem participado da conversa. E sucesso em seus vestibulares.

(06:00:45) Geovanna/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Alessandra Balles e de todos os internautas. Até o próximo!

 

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