Provas de história e química de vestibular da Unicamp foram difíceis
da Folha Online
Quem prestou nesta segunda-feira as provas de química e história da segunda fase do vestibular 2008 da Unicamp enfrentou dificuldades. Na avaliação dos coordenadores das disciplinas do Cursinho Objetivo as provas foram difíceis. Confira a correção das provas.
De acordo com o professor Antonio Marco Salles, coordenador de química do curso, assim como em 2002, a Unicamp trouxe novamente para a prova da disciplina o casal de detetives Omar Mitta, vulgo Rango, e Dina Mitta, conhecida como Estrondosa, com questões ficcionais, mas que exigiam atenção e boa interpretação dos candidatos.
"A banca [da Unicamp] está de parabéns pela criatividade com que elaborou a prova, mas acrescentou mais dificuldade aos alunos. Eles tiveram de ler, interpretar e aplicar seus conhecimentos. Tem de ser um aluno muito aplicado", afirmou o professor.
Para o professor Daily de Matos Oliveira, coordenador de história, a prova de hoje também foi difícil. Segundo ele, a prova da Unicamp é muito difícil, se comparada com outros vestibulares, como da Fuvest por exemplo, porque exige do aluno boa leitura e interpretação.
"O segredo para essa prova é a leitura. É a mesma prova para todas as áreas. Não basta ser um aluno médio, tem de ser bom", disse o professor de história.
Amanhã (15), os candidatos enfrentam as provas de física e geografia e na quarta-feira (16) serão matemática e inglês.
Erro
De acordo com o professor Oliveira, a questão 24 da prova de história pode levar o aluno ao erro.
O enunciado da questão fala que os governos americanos democratas de John F. Kennedy e Lyndon B. Johnson, ambos na década de 1960, tentaram consolidade o "New Deal" suavizado, mas ao mesmo tempo comprometeram o país com a guerra do Vietnã.
A pergunta A questionava o que foi o "New Deal" na década de 1930 e a questão B pedia para identificar as bandeiras políticas dos movimentos sociais dos Estados Unidos desse período.
Para o professor, a questão B é ambígua. "O candidato por interpretar "desse' como para a década de 1930 como para a década de 1960. Para mim, as duas respostas, se corretas, devem ser consideradas", afirmou Oliveira.
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