Ministro da Educação defende regulação de cursos a distância
GABRIELA MANZINI
da Folha Online
O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu nesta terça-feira a regulamentação "com parcimônia" dos cursos a distância. Para ele, é costume no Brasil permitir que um setor cresça antes de ser regulado. "Sem os cuidados devidos, pode-se comprometer o que seria uma grande idéia", afirmou.
Haddad afirmou que a exigência de que os pólos de cursos a distância mantenham bibliotecas e de que os programas incluam uma carga horária presencial mínima de 20% decorrem do modelo de educação a distancia vigente no país, próximo do modelo espanhol. "Nosso modelo não é de educação 100% virtual".
O ministro defendeu a expansão dos projetos de inclusão digital. Para ele, a sociedade brasileira é mais afeita às imagens que à leitura, e a internet muda isso. "Para navegar, é imprescindível ler."
Haddad ressaltou que o bom desempenho dos alunos de cursos a distância se deve, em parte, ao perfil deles. Para o ministro, alunos de cursos a distância são, em geral, trabalhadores de faixa etária mais elevada que vêem o curso como uma oportunidade de se promover no trabalho. "Ele tende a ter uma dedicação importante."
O ministro participa na tarde desta terça-feira de sabatina da Folha, no Teatro Folha (shopping Pátio Higienópolis, av. Higienópolis, 618, São Paulo). Ele responde a perguntas da platéia e de quatro jornalistas da Folha: a secretária de Redação Suzana Singer, o colunista Gilberto Dimenstein e os repórteres Antônio Gois (sucursal do Rio) e Vera Magalhães ("Painel").
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