Educação
07/04/2008 - 22h15

Grupo de estudantes invade reitoria da UFMG

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MATHEUS PICHONELLI
da Agência Folha

Quatro dias após estudantes, professores e policiais militares entrarem em conflito na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) durante a exibição de um filme sobre uso e produção da maconha, cerca de 200 alunos invadiram hoje (7) de manhã a reitoria da universidade como forma de protesto.

Eles ficaram em um saguão na reitoria durante o dia e, segundo um aluno, que pediu para não ser identificado, gabinetes não foram invadidos e os funcionários puderam trabalhar "normalmente" no local.

Ao menos 20 pessoas se mobilizavam para acampar no local. Levaram para o local fogão e colchões --mas a expectativa da universidade era que a invasão terminasse ainda hoje.

Uma reunião entre estudantes e o reitor, Ronaldo Tadêu Pena, teve início por volta das 16h e até o início da noite não havia terminado. Uma das reivindicações é que a universidade formalize uma denúncia na Corregedoria da Polícia Militar contra os soldados que entraram no campus na última quinta-feira e, segundo os alunos, agrediram os estudantes.

A confusão teve início após a exibição do documentário "Maconha Grass", do diretor canadense Ron Mann, no Instituto de Geociências. Os estudantes da unidade estão em greve desde sexta-feira.

Os estudantes pedem ainda o fim de um convênio entre a UFMG e a PM que permite aos soldados entrar no campus, com autorização da reitoria, em casos de furtos e roubos.

A reitoria afirma que apenas o Conselho Universitário pode cancelar o convênio e que uma sindicância já foi instaurada para apurar se houve agressões.

Na reunião, o reitor condenou a ação policial e disse que ligaria para o governador Aécio Neves (PSDB-MG) pedindo punição aos soldados.

A polícia afirma que não houve agressão e que os estudantes fizeram apologia ao uso de drogas. De acordo com o boletim de ocorrência, não houve apreensão de drogas no local.

 

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