Estudantes decidem permanecer em reitoria da UFMG
da Folha Online
Um grupo de estudantes da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) que invadiu a reitoria da universidade na segunda-feira (7) decidiu permanecer no prédio.
Uma assembléia realizada no final da noite de ontem no auditório do prédio da reitoria, localizado no campus Pampulha, determinou a permanência do movimento. Segundo a comunicação social da universidade, foram 161 votos a favor da permanência dos alunos e outros 93 contra. Em nota, a reitoria lamenta a decisão dos estudantes.
A invasão ao prédio foi determinada após um protesto contra a ação da Polícia Militar no IGC (Instituto de Geociências) ocorrida na última quinta-feira (3) após a exibição de um filme a respeito do uso da maconha. Houve confronto entre estudantes, professores e policiais militares.
Uma comissão de sindicância foi formada para avaliar o que ocorreu.
Impasse
Em nota, a UFMG informa que a direção da universidade esteve reunida durante três horas com os alunos em uma audiência pública. Os estudantes, segundo a UFMG, teriam sinalizado pela desocupação, o que não foi concretizado posteriormente durante assembléia dos estudantes.
A nota não informa se o reitor Ronaldo Pena pedirá reintegração de posse. Procurada, a assessoria de imprensa da UFMG informou que uma reunião do Conselho Universitário marcada para as 16h desta terça-feira irá debater o tema.
Segundo um representante dos estudantes, os alunos informaram durante a audiência pública que poderiam sair caso tivessem suas reivindicações atendidas pela direção da universidade, o que não ocorreu.
Cerca de cem estudantes passaram a noite dentro do prédio da reitoria. Uma nova assembléia dos estudantes será realizada às 12h entre os estudantes, entretanto, a decisão de permanecer ou não no prédio só deverá ocorrer após o resultado do encontro do Conselho Universitário.
Reivindicações
Os estudantes informam em seu blog que apenas uma das nove reivindicações listadas até agora foi atendida. Outra, a de ter direito a realizar todo tipo de atividade política e cultural dentro do campus, foi assumida verbalmente.
As demais, tais como a suspensão de todos os processos administrativos contra os estudantes durante a ocupação, retratação pública da reitoria e o fim da parceria entre a Polícia Militar e a UFMG, não foram atendidas, segundo os alunos.
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