Educação
10/04/2008 - 18h17

Leia íntegra do bate-papo com Antônio Gois sobre os resultados do Enem

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da Folha Online

O jornalista Antônio Gois, repórter da Sucursal do Rio da Folha, participou nesta quinta-feira (10) de bate-papo sobre os resultados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que foram divulgados na semana passada pelo Inep (instituto de avaliação e pesquisa do Ministério da Educação).

Participaram do bate-papo 175 pessoas.

O texto abaixo reproduz exatamente a maneira como os participantes digitaram suas perguntas e respostas.

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Bem-vindo ao Bate-papo com Convidados do UOL. Converse agora com Antônio Gois, repórter da Folha de S. Paulo, sobre os resultados do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que foram divulgados na semana passada pelo Inep (instituto de avaliação e pesquisa do Ministério da Educação). Para enviar sua pergunta, selecione o nome do convidado no menu de participantes. É o primeiro da lista.

(05:01:08) Antônio Gois: Caros, Boa tarde. Estou à disposição de vocês.

(05:04:39) amandaB fala para Antônio Gois: oi, li que em algum lugar que para poder estar no ranking, os colegios tinham que enviar dados pessoas dos alunos, e alguns se recusaram a fazer isso, e por isso ficaram de fora. É verdade? pode explicar melhor essa história? obrigada

(05:07:05) Antônio Gois: Prezada Amanda, é verdade. Para constar do Enem, a escola precisa antes ter respondido o Censo Escolar do MEC. No ano passado, o MEC passou a cobrar dados mais detalhados, como nome, endereço, natrualidade e outros. Alguns colégios particulares não responderam por descuido ou por achar que era uma invasão de privacidade. O problema é que sem esses dados o MEC não consegue fazer a ponderação das notas. Ele precisa saber quantos alunos daquela escola estão matriculados e quantos fizeram o Enem. Do contrário, uma escola com mil alunos pode colocar apenas dez estudantes e ter uma nota no Enem. Isso aconteceu principalmente no Rio de Janeiro, mas foram poucas escolas.

(05:07:44) MARCIO-PR fala para Antônio Gois: ANTONIO GOIS A O ENEM DE 2007 FOI MAIS FACIL EM RELAÇÃO AOS ANOS ANTERIORES?

(05:09:22) Antônio Gois: Ao que parece, sim. O Enem, é bom deixar claro, é um teste que não tem preocupação de manter o mesmo nível de dificuldade de um ano para o outro. Portanto, em um ano as médias podem aumentar ou diminuir artificialmente. Por isso, desconfie de um jornal que diz que as médias cairam ou de um governo que diz que as médias aumentaram. Para comparar o desempenho dos alunos de um ano para o outro, há um outro exame do MEC, o Saeb, esse sim com nível igual de dificuldade de um ano para o outro e que permite a comparação histórica.

(05:10:26) fabinho fala para Antônio Gois: vc acha certo divulgar esses números? não deveria ser passado só para as escolas? nao gostei dessa coisa de ranking, parace que serve de marketing com embasamento oficial. abraços.

(05:13:15) Antônio Gois: Caro Fabinho, É um tema a ser debatido, mas minha opinião é que, sim, esses dados devem ser divulgados. É um instrumento importante para pais avaliarem a escola de seus filhos. Meu ponto, no entanto, é que não pode ser o único. O aprendizado não pode se resumir a uma nota do Enem. Há muitos mais fatores envolvidos na hora de avaliar uma escola do que a simples média. Quanto aos rankings, a responsabilidade é principalmente nossa, de jornalistas, que publicamos eles. Eu acho que devemos, sim, fazer isso, mas sem tentar iludir o leitor de que aqueles numeros frios revelam toda a verdade sobre a educação brasileira. Além do mais, é preciso considerar que há escolas que vão muito bem porque atendem a uma clientela de alta renda. Compará-la a uma escola no meio de uma favela é extremamente injusto. Troque os alunos de escola e você verá que, de uma hora para outra, os resultados mudam.

(05:13:47) susi-sp fala para Antônio Gois: você acha que os dados sobre educação no brasil são transparentes?

(05:15:18) Antônio Gois: Sim. E, na minha opinião, a melhor prova disso é de que os resultados têm mostrado que vamos muito mal. Se fossem resultados fabricados, eles mostrariam um mar de rosas. Além do mais, o Brasil participa também de exames internacionais, como o Pisa. Se os exames do MEC começarem a dar que a educação brasileira é uma maravilha, sempre teremos os resultdos do Pisa para ver se está faltando transparência ou não. Ainda há muito a evoluir, mas já temos um sistema de avaliação que nos ajuda muito a traçar alguns diagnósticos do setor.

(05:15:30) carlão pergunta para Antônio Gois: as escolas alegam que houve retaliação por parte do MEC. Qual a sua opinião?

(05:17:26) Antônio Gois: Acho bobagem. Primeiro porque foram poucas escolas. Segundo porque, se você for olhar os resultados do Rio (onde esse problema ocorreu), escolas dirigidas pelos diretores do sindicato das escolas particulares estão lá. O que acho válido discutir é até que ponto o governo deve ter acesso a dados de todos os alunos e até que ponto não deve. No entanto, quase todas as escolas responderam ao censo do MEC e tiveram seus resultados divulgados. Poucas não responderam ao censo.

(05:17:42) keuri fala para Antônio Gois: Nunca ouvi falar desse Pisa... Como o Brasil vai nele?

(05:20:03) Antônio Gois: Prezado Keuri, melhor nem saber :-) Brincadeira, obviamente devemos saber e nos debruçar sempre sobre seus resultdos. O Brasil vai muito mal, fica sempre nas últimas posições. No entanto, é preciso lembrar que trata-se de um exame da OCDE, organização que congrega países de alto desenvolvimento. O Brasil é comparado com Suíça, EUA, França, Coréia do Sul... Não há nações africanas ou da ásia muito pobres participando. O diagnóstico mais correto do Pisa, na minha opinião, é que estamos muito longe dos países mais desenvolvidos e atrás até de outras nações com indicadores mais parecidos, como o México ou a Argentina. Isso é grave, é uma vergonha, e a sociedade precisa se mobilizar sempre para chegarmos mais perto dos países com bons indicadores.

(05:20:10) susi-sp fala para Antônio Gois: e o q vc acha das escolas q recomendam o estudante a não fazer a redação, pq não conta na fuvest?

(05:21:26) Antônio Gois: Acho que estão errando feio. Mesmo que não conte na Fuvest (o que eu confesso que não sei se é assim), é uma boa oportunidade de o estudante testar seu conhecimento. uma vez estando lá, no dia da prova, porque deixar de fazer a redação? Mal não fará e poderá servir para fornecer um bom parâmetro para o aluno.

(05:21:44) lola fala para Antônio Gois: alguns décimos de diferença nos resultados publicados entre as escolas são significativos? Interessante como as escolas ditas tradicionais foram as melhores. Qual sua opinião sobre o construtivismo?

(05:24:44) Antônio Gois: Lola, décimos não são nada nesse tipo de prova, em que costuma ter uma margem de erro. Eu diria que, numa cidade como Rio ou SP, estar entre as 20 melhorees é sempre um resultado bom. Um resultado muito muito ruim não é justificável se a escola cobra caro. Mas um resultado um pouco diferente não quer dizer muita coisa, até porque, como disse no inicio desse bate-papo, não se deve escolher a escola do filho com base apenas num rankiing. Há valores, metodologias e formas de ensinar que precisam ser considerados pelos pais. Quanto ao ensino tradicional ou construtivimos, eu relativaria bastante esses dados. Há escolas tradicionais que vão mal também. Olhar para o topo do ranking apenas pode levar a conclusões falsas sobre caminhos fáceis para uma educação de qualidade. Não há fórmula mágica e aplicável a todos os alunos.

(05:24:59) Rena fala para Antônio Gois: Você acha que a prova ENEM provocou alguma mudança benéfica na prática do professor em sala de aula?

(05:26:39) Antônio Gois: Acho que não e, sinceramente, acho que esse não é o objetivo do Enem. Para fazer diagnósticos que apontem para problemas enfrentados pelos professores que estejam prejudicando nosso desempenho, o melhor instrumento é o Saeb. É via Saeb (outro exame do MEC) que podemos saber que práticas dão resultado e quais não dão. Mas ainda usamos pouco essa ferramenta na hora de fazer polítias públicas.

(05:26:54) alex fala para Antônio Gois: hoje existe varios sistemas de ensinos que ja vem pronto para a escola e o professor segue a apostila. Existe algum dado sobre a eficacia deste metodo quando se olham para os numeros do ENEM?

(05:29:20) Antônio Gois: Para o Enem, não. Mas para outra prova do MEC, a Prova Brasil, há alguns sistemas de ensino que apregoam que alunos de suas redes vão melhor nas avaliações. Acho que é um resultado para ser interpretado com cautela, até porque somente a partir de 2005 passamos a ter dados por município. Um município poderia já estar muito bem quando adotou uma apostilha de um sistema de ensino. Isso não quer dizer que o resultado deles deva ser descartado. As vezes ter um material didático de qualidade e mais mastigado ajuda o professor. Eu diria que é um tema para ser acompanhado por mais tempo para chegarmos a conclusões mais precisas antes de todas as prefeituras e escolas correrem para adotar sistemas de ensino.

(05:29:28) wagner fala para Antônio Gois: Olá, na sua opinião qual seria a melhor forma de avaliação do ensino em nosso pais?

(05:30:55) Antônio Gois: Caro, não acho que exista uma única forma de avaliação, e, por isso mesmo, defendo que a gente tenha um conjunto de avaliações. Estamos caminhando nesse sentido. Há a Prova Brasil, o Saeb, o Enem, o Pisa... Redes estaduais e municipais que tenham capacidade de fazer avaliação também deveriam fazer o mesmo. Agora, acho que a grande pergunta é o que fazer com essas avaliações. Sabemos que vamos mal. Precisamos saber como melhorar.

(05:31:06) vida fala para Antônio Gois: vc nao acha que o 10lugar par sidade de sp e´ muito baixo

(05:32:10) UOL (reservadamente) fala para Enem-29: A partir de agora você só receberá as mensagens do palco. Para voltar a receber mensagens da platéia click em VER PLATÉIA

(05:33:32) Antônio Gois: Acho que sim. São Paulo, com os recursos que tem, poderia fazer melhor. Mas é preciso considerar também que há um problema sério na periferia das grandes cidades que não depende apenas da escola. Cidades do interior, por exemplo, costumam ir melhor do que os bairros pobres ou cidades periféricas das grandes cidades. Há uma crise do ensino nas periferias dessas cidades que precisa de atenção de todos nós. A solução passa pela escola, mas não somente por ela. Basta lembrar da situação de violência no Rio e em SP. Acho que devemos fazer um esforço de colocar os melhores recursos humanos e financeiros nessas escolas. São Paulo tem capacidade para isso. E todos devem cobrar da prefeitura e do estado esse compromisso.l

(05:33:48) Zeca fala para Antônio Gois: ao longo dos anos as escolas estão tendo um resultado mais homogrneo ou as diferenças vem aumentando?

(05:35:21) Antônio Gois: Dificil responder, pois, no caso do Enem, a prova varia de um ano para o outro e a distância pode diminuir ou não. O que eu diria com certeza é que o Enem se mostrou uma avaliação com alguma constância. Em educação, nada aprece de um dia para o outro. As melhroes escolas de 2005 são, com poucas mudanças, as mesmas de 2006 e 2007. Há uma constância nisso, e isso é explicado por um resultado de anos, e anão apenas de uma única turma que fez um exame num ano específico.

(05:35:57) susi-sp fala para Antônio Gois: gois, vi em jornais diferentes tabelas diferentes sobre o ranking do enem. p q isso aconteceu?

(05:37:46) Antônio Gois: Susi, Aconteceu porque não há uma única forma de rankear as escolas. O MEC passou para jornalistas uma tabela rankeada apenas pela prova objetiva. Nós, da Folha, achamos melhor usar também as médias da redação, e, por isso, incluimos a redação na média do ranking. Isso causou alguma diferença no material da Folha em relação ao do Estado e do Globo, por exemplo. Mas são escolhas de cada jornal e cada um tem seus argumentos. Nesse caso, não há certo ou errado, mas maneiras de interpretar o dado.

(05:37:52) riggy fala para Antônio Gois: o q vc acha do censo escolar que pergunta raca e cor e endereco dos alunos

(05:39:36) Antônio Gois: Acho um tema delicado e que precisa ser melhor debatido. No entanto, dando uma olhada no questionários que as escolas respondem, vi que na tabela raça há a opção NÃO DECLARADA. No campo endereço, a escola pode escrever o endereço da própria escola. dessa forma, ela pode participar do censo (como já fazia no passado) sem precisar colocar o nome do aluno ou declarar sua cor ou raça. É uma solução legítima, na minha opinião, para escoals que achem isso uma invasão de privacidade.

(05:39:49) marcelo fala para Antônio Gois: tenho algumas ressalvas quanto ao ranking pois o número de alunos por escola não foi homogêneo, o que estatisticamente não está correto. Por isso, o ranking não é 100% confiável. Vc concorda?

(05:40:25) Antônio Gois: Só uma correção na resposta anterior, a escola pode não dizer o endereço do aluno. O nome do aluno, ao que me parece, é obrigatorio.

(05:42:56) Antônio Gois: Marcelo, Nenhum ranking é 100% confiável. Justamente por haver escolas com diferentes números de alunos, o MEC faz uma correção nas notas. Isso significa que a nota é alterada para levar em conta o tamanho da escola e o núemro de alunos que fazem ela. Agora, mais uma vez, eu defendo que se divulgue sim os resultados, mesmo que eles não sejam 100% confiáveis. Os resultaods tem mostrado que escolas bastante conhecidas vão muito bem. Eu acharia o ranking furado se, de uma hora para outra, escolas que ninguém nunca ouviu falar ficassem disparadas em primeiro. Não é o que acontece. O que nós precisamos fazer _ e ai falo de nós, jornalistas, também_ é saber usar esses dados. nenhuma avaliação pode se resumir a um ranking. A educação é muito mais do que isso. Agora, deixar a sociedade sem essa informação seria, na minha opinião, um retrocesso.

(05:43:14) Xuxu fala para Antônio Gois: Já que o enem nao tem compromisso em ser igualitário em relação a dificuldade de um ano para outro, o que voce acha das universidades que o usam como uma das formas de seleção?

(05:44:14) Antônio Gois: Nenhum problema, já que o objetivo da universidade é, naquele ano, selecionar os melhores. O Enem, para isso, é uma boa ferramente. Segue, nesse caso, a mesma lógica dos vestibulares.
(05:44:20) Zeca fala para Antônio Gois: você tem conhecimento de outro pais que aplica um exame similar ao ENEM e por acaso sabe como são os resultados?

(05:45:28) Antônio Gois: Caro, não me lembro de país que tenha um exame similar ao enem. Há países que fazem um vestibular unificado para selecionar seus alunos, o que é um pouco diferente. SEi que há países com sistemas de avaliação muito parecidos com o nosso Saeb. Com o Enem, confesso que não tenho conhecimento.

(05:45:58) vida fala para Antônio Gois: vc nao acha que seria melhor criar avaliacoes periodiacas para avaliar o desenvolvimento educacional periodicamente pois o enem é anual nao seria tempo de mais

(05:47:27) Antônio Gois: Vida, Em educação, os resultados não aparecem de um ano para o outro. Eu diria o contrário. A avaliação dos sistemas pode ser bianual, sem problemas, como ocorre com o Saeb (outro exame do MEC e o mais importante para avaliar a qualidade). Isso não significa, no entanto, que as escolas não devam aplicar exames rotineiramente. Isso cabe à escola, em seu dia-a-dia. Na hora de avaliar o sistema como um todo, no entanto, fazer avaliação todo mês seria, na minhã opinião, jogar dinheiro fora.

(05:48:02) ailson fala para Antônio Gois: o resultado do enem 2007 foi surpreendente? Ele trouxe alguma novidade?

(05:49:45) Antônio Gois: Ailson, pergunta difícil de responder. Não acho que vá trazer resultados inesperasdos de um ano para o outro. Pode acontecer de uma escola que não aparecia estar bem num ano e depois cair um pouco. Mas, se fosse tão surpreendete todo ano, eu desconfiaria do exame.

(05:49:51) Nicolas fala para Antônio Gois: O que você acha das escolas particulares que usam o enem como marketing?

(05:50:31) Antônio Gois: estão no direito delas. Acho apenas que o pai não deve se iludir. Mais uma vez: ranking não é tudo.

(05:50:43) Maria fala para Antônio Gois: Ao meu ver o Enem tem sido um diagnóstico da situação educacional no país. Você não acha que depois de tanto tempo fazendo diagnóstico nao está na hora de se passar para a cura?

(05:52:39) Antônio Gois: Concordo 100%. O difícil é aplicar na prática. Acho que já temos um consenso de que nossa educação vai mal. Agora precisamos criar um consenso (ou ao menos chegar perto dele) sobre como melhorar. As avaliações demonstram alguns caminhos (mais tempo na escola e um esforço apra diminuir a repetêcnai sem recorrer a truques fáceis são algumas das lições das avaliações)

(05:52:51) Sônia-SP fala para Antônio Gois: caro, assim como muitas escolas pasteurizaram o ensino medio focando apenas nos vestibulares, vc nao acha que isso pode ser mais uma forma de tolher a liberdade de ensino dos colegios, foraçando-os a adotar medidas nem sempre necessarias para obterem um bom resultado no enem? ainda acho que os dados deveriam ser sigilosos...

(05:54:31) Antônio Gois: Sonia, eu discordo. No caso do ensino privado, cada escola tem o direito de seguir a diretriz que quiser. Hoje, as melhores escolas já são presas ao currículo cobrado dos vestibulares. Isso já acontecia muito anos do Enem. Eu aposto numa sociedade em que os ddos sejam transparentes e públicos, mas que a sociedade aprenda a usá-los melhor e interpretá-los. Acho que esse é o caminho.

(05:54:55) Zeca fala para Antônio Gois: embora ranking não seja tudo, as mesmas escolas estao sempre no topo, assim não parece que o ranking sugere um método de ensino eficaz?

(05:56:16) Antônio Gois: Vou te dar o exemplo do Rio. A melhor escola é o Sao Bento, que até hoje não aceita meninas. É um ensino super rigoroso. A terceira melhor foi uma escola pequena da Tijuca, o Mopi, com ensino bastante liberal e de linha construtivista. Entre as piores, vamos encontrar também escolas rígida e tradicionais ao lado de outras liberais. Não há formula mágica. Há, sim, um esforço dos pais e da escola para melhorar sempre. isso que é que conta.

(05:56:34) Samara fala para Antônio Gois: Oi! Estou no 1o ano do ensino médio e vi que minha escola particular foi BEM MAL no enem... o que sugere que eu faça para mudar isso??! :-(

(05:58:05) Antônio Gois: Cobre da escola uma resultado melhor. veja quanto sua escola paga para os professores. Veja se, com a mensalidade que você paga, não poderiam ter salários melhores, melhor estrutura, mais tempo em sala de aula... Mas não deixe de considerar que as escoals de topo cobram muito caro. Se sua escola cobra o mesmo que essas e os resultados são muito ruins, então, talvez esteja mesmo na hora de trocar de escola.

(05:58:11) Zeca fala para Antônio Gois: as melhores escolas no ENEM são muito boas ou os outras que são muito ruins?

(05:59:27) Karol sai da sala...

(05:59:27) Antônio Gois: Há escolas privadas muito ruins também. o ensino privado não é homogeneo. Aliás, o Pisa (aquele exame internacional que eu comentei no inicio da conversa) mostra que nossos melhores alunos, quando comparados com os melhores alunos de países desenvolvidos, vaõ muito mal. Isso mostra que não podemos nos acomodar por causa dos maus resutlados da escola pública. Nosso ensino privado não é uma maravilha e devemos constantemente nos esforçar para melhorar o ensino particular também.

(05:59:45) Lucimara fala para Antônio Gois: boa tarde, alberto. gostaria de saber sua opinião sobre o sistema de divulgação dos resultados do enem. penso que seria interessante, juntamente com o desempenho, avaliar as condições dos alunos dessas escolas. qual a tua opinião?

(06:01:09) estudante sai da sala...

(06:01:46) Antônio Gois: Acho que seria uma evolução bem-vinda. Com isso, poderiamos ponderar se algumas escolas bem porque tem os melhores alunos ou se são as melhores porque fazem a diferença para aqueles estudantes. Caros, tenho que me despedir de vocês (há um jornal para fechar agora :-) e peço desculpas se não respondi adequadamente. é um sufoco responder tantas perguntas ao mesmo tempo. Abs a todos!

(06:01:58) Moderador/UOL: O Bate-papo UOL agradece a presença de Antônio Gois e de todos os internautas. Até o próximo!

 

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