Educação
16/05/2008 - 11h35

Parlamentares de Portugal caminham para implantar reforma ortográfica

da Folha Online
da Lusa, em Lisboa

O Parlamento de Portugal aprovou nesta sexta-feira o seu segundo protocolo modificativo do acordo ortográfico que pretende uniformizar a língua portuguesa. O protocolo determina que o acordo irá entrar em vigor daqui a seis anos e abre espaço para a entrada do Timor Leste --que ainda não era Estado soberano quando o acordo foi criado, nos anos 90.

O acordo vigora desde que foi ratificado por Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Foi só em março passado que o conselho de ministros de Portugal também assinou o acordo e, agora, o país discute como implantar as mudanças.

No Brasilm o acordo foi assinado em 1995, e o governo vinha atrasando as mudanças devido à hesitação de Portugal em assiná-lo. Para 2009, no entanto, o MEC (Ministério da Educação) já decidiu modificar a linguagem dos livros didáticos.

Com a reforma, uma das mudanças será o fim do trema. Outras palavras, como herói, idéia e assembléia, perderão os acentos.

Parlamentares

Em Portugal, nesta sexta, a deputada Teresa Portugal, do PS (Partido Socialista), se colocou a favor. "O português é a única das quatro línguas de relações internacionais que não têm um código ortográfico comum". Rui Gomes da Silva, do PSD (Partido Social Democrata), também apoiou o protocolo e disse que ele é importante na "salvaguarda de um patrimônio".

O Bloco de Esquerda também votou a favor do acordo que, segundo o deputado Luís Fazenda, coloca em questão apenas a uniformização da grafia, e não da sintaxe e do vocabulário, o que considerou "positivo".

O PCP (Partido Comunista Português) se absteve alegando, pelo deputado João Oliveira, que o protocolo modificativo "não pode ser desligada do conteúdo material do acordo ortográfico". O CDS-PP (Centro Democrático Social - Partido Popular) deu liberdade de voto.

Marcelo Corrêa e Editoria de Arte / Folha Imagem

 

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