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18/05/2008 - 09h53

Aluna critica as cotas e entra pelo sistema universal

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da Folha de S.Paulo, em Brasília

A aluna de jornalismo Adriana Caitano, 22, preferiu prestar o vestibular pelo sistema universal. Passou na UnB (Universidade de Brasília) no mesmo semestre que a universidade abriu vagas para cotistas e hoje está a sete meses da formatura.

"Senti certo orgulho por ter passado por mérito. Acho que a cota já é uma forma de preconceito, parece dar o atestado de que o negro não entra por conta própria na UnB", disse Adriana.

Quando passou na UnB, amigos, colegas e parentes distantes passaram a perguntar se ela tinha entrado na universidade por meio das cotas. A universidade permite que o candidato negro escolha por qual sistema quer fazer a prova.

Base na escola particular

Adriana diz que escolheu o vestibular universal por motivos diversos. Um deles é que Adriana sempre estudou em escolas particulares, apesar de ter, segundo ela, certa dificuldade financeira.

"Mas eu sabia que a base que eu tinha da escola era boa para entrar na universidade", afirmou Adriana.

A razão mais forte alegada por Adriana para não ter optado pelo sistema de cotas raciais no vestibular da UnB, no entanto, é que ela não se identifica com a cultura negra --mesmo ela dizendo que tem traços que a caracterizariam para as cotas e tendo feito a inscrição no vestibular como "parda".

"Eu nunca me considerei negra. Sou morena, mulata, não sei bem o que me considero. Tem famílias com uma cultura forte de negritude, comigo não foi assim", disse Adriana.

A aluna respeita a opção dos colegas de UnB que entraram na universidade pelos sistema de cotas raciais, mas defende outra forma de política pública na área educacional brasileira, como reserva de vagas para escolas públicas e mais investimento no ensino público.

 

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